História para as novas gerações

Por: Caio Anzei, Renan de Souza e Tadeu Chainça

Créditos: Tadeu Chainça

Considerado um dos pontos turísticos de São Paulo, uma herança do período imperial no centro da cidade. Localizado na Rua Roberto Simonsen, 136, próximo a estação de metrô da Sé. Uma casa que pertenceu a Domitila de Castro Canto e Melo que foi amante de D. Pedro I, e também uma mulher importante na cidade de São Paulo no século XIX. A casa mantém algumas características originais da época, mas o tempo e também os diversos donos que passaram por ela, fez com que muitas características originais se perdessem.

Uma visita ao Solar da Marquesa lhe renderá uma viagem para o período imperial no Brasil. A fachada da casa, as paredes espessas, pinturas e algumas mobílias da época, nos ajudam a conhecer mais sobre o período de sua construção.

Créditos: Renan de Souza

Domitila de Castro

Imagem de reprodução

São Paulo já não possui o hábito de preservar ambientes históricos. O casarão que abriga o Solar faz parte dos poucos lugares que ainda mantém parte de sua originalidade. Além de contar a história de uma mulher que fez parte da nobreza brasileira, e foi amante de D.Pedro I.

Em 1822, Domitila de Castro Canto Melo conheceu D. Pedro de Alcântara dias antes da proclamação da independência do Brasil. De todas as inúmeras amantes de D.Pedro I, Domitila talvez tenha sido a que mais tempo se relacionou com o príncipe de Portugal. Durante o tempo em que se relacionou com D.Pedro I, Domitila foi subindo de patamar aos poucos. Começou sendo nomeada dama camarista da imperatriz d. Leopoldina, para Viscondessa de Santos até chegar ao título de Marquesa de Santos.

Em seu retorno para São Paulo após o término de seu relacionamento com d. Pedro I, Domitila adquiriu em 1834 um vasto casarão na antiga Rua do Carmo, atual Rua Roberto Simonsen no centro da cidade. Anteriormente, no local, havia duas casas que foram reformadas e deram origem a edificação de uma só. Domitila foi proprietária do Solar de 1834 até o seu falecimento em 1867. O imóvel entrou para a crônica da cidade devido às festas dadas pela Marquesa de Santos.

Em 1880, a casa foi colocada em leilão e foi adquirida pela Mitra Diocesana, que transformou o Solar no Palácio Episcopal. O Solar hoje pertence a Prefeitura da Cidade de São Paulo que tem nela instalado a sede do Museu da Cidade. A sua importância histórica é grande. Além de ter pertencido a Marquesa de Santos, o imóvel é único remanescente urbano construído por meio da técnica conhecida como taipa-de-pilão ainda existente no centro histórico da cidade.

Curiosidades sobre a Casa

A casa passou por diversos donos.  A Marquesa comprou a casa em 1834, depois dela a casa ficou um período vazia, até a igreja católica comprar. Ela foi utilizada como moradia para alguns padres.

Créditos: Tadeu Chainça

No começo do século XX ela foi comprada pela COMGAS (Companhia de Gás de São Paulo) e foi utilizada como uma loja deles.

A COMGAS fez reformas no espaço, demoliu paredes, colocou novas colunas e fez as adaptações necessárias para utiliza-la como uma loja. A reforma afetou mais o piso inferior, o piso superior mantém mais a originalidade da época, pois foi utilizado como casa do Diretor da COMGAS. As pinturas no piso superior ainda são da época que a Marquesa morou aqui, já a fachada não era assim, ela tem mais o jeito da época em que os padres moraram aqui, que foi no final do século XIX.

O Solar Marquesa de Santos é um local pouco conhecido e procurado pelo paulistano ou até mesmo turistas que acabam preferindo ambientes mais movimentados como, por exemplo, do centro de São Paulo. Porém quem busca algo diferente, algo de valor mais histórico já que o museu do Ipiranga continua de portas fechadas deve buscar informações a respeito do Solar Marquesa de Santos. Além de aproveitar a visita ao Solar da Marquesa você pode fazer um tour pelos pontos turísticos do centro histórico de São Paulo. Lugares como: Catedral da Sé, Pátio do colégio, Mosteiro de São Bento. Podem ser visitados com uma pequena caminhada até eles, ou até mesmo por meio do transporte público tais como ônibus e metrô. Serviço: Exposição

Terça a Domingo, das 09 às 17h

Telefone: 11- 3241-1081

Há serviço educativo no local (Equipe Museu da Cidade)

Entrada Franca

Consulte a Programação no site: Museu da Cidade de São Paulo

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