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Blog dos alunos de jornalismo da PUC-SP

Categoria

Arte

Brasil em Preto e Branco

Por Pedro Sciola e Nicolás Lepratti

A exposição Brasil em Preto e Branco conta com trabalhos de mais de 20 artistas que possuem obras na Coleção de Arte da Cidade. A mostra tem a intenção de modificar a visão estereotipada e simplista que se formou socialmente em relação à linguagem artística de nosso país.

A partir dos anos 1960, a apropriação da arquitetura, as linguagens construtivas e a bossa nova, como novos modelos e símbolos do país no exterior, foram tão repetidamente mal repercutidas que esta perspectiva os reduziu a elementos de propaganda, aos grandes clichês sobre a nossa cultura.

As obras em exibição chamam a atenção por não possuir as cores vibrantes, nem mencionar o retorno aos mitos e as lendas fundadoras no Brasil. Elas exprimem a história do Brasil, como o próprio nome da exposição diz, em preto e branco. Contando com o trabalho de artistas como, por exemplo, Bonadei, Goeldi e Grassmann, as pinturas contam histórias mais próximas à realidade do país.

Brasil em Preto e Branco disponibiliza uma linha do tempo, que coloca as obras em ordem cronológica, e debate a visão da cultura e a da história do Brasil desde antes da década de 60.

Local: Centro Cultural São Paulo (Piso Caio Graco – Sala Tarsila do Amaral)

Data: Até 21 de Fevereiro.

Dias: Terças, quartas, quintas e sextas, das 10h às 20h; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h .

Preço: Grátis.

À Meia-Noite levarei Sua Alma

Por Pedro Sciola e Nicolás Lepratti

A exposição À Meia-Noite levarei Sua Alma mostra boa parte da vida de Zé do Caixão, personagem emblemático de José Mojica Marins.

Presente no MIS de 31 de outubro de 2015 até o dia 10 de janeiro de 2016, ela tem curadoria e concepção de André Sturm e foi baseada na seleção feita por Liz Marins, filha de Mojica, e Marcelo Colaiacovo, guardião e curador do acervo do cineasta. Em um ambiente obscuro e tenebroso – bem característico do personagem- o público tem acesso a uma seleção inédita de itens como fotos, figurinos, roteiros, objetos cênicos, colagens, trechos de filmes e imagens de bastidores das produções de Zé do Caixão.

A exposição conta com 12 nichos distribuídos, que apresentam objetos nunca antes mostrados, como, por exemplo, o troféu recebido no ano de 1973 durante o Festival Internacional de Cine Fantástico y de Terror Sitges (Espanha) e algumas fotografias de bastidores do filme O Exorcismo Negro, de 1974. Como não poderia faltar em uma exibição de Zé do Caixão, o público também pode se divertir utilizando roupas e acessórios do personagem.

Dentro de um verdadeiro caixão, os visitantes encontram a capa, a cartola, a camisa, a calça, os sapatos e o medalhão de bruxo usados no filme A Encarnação do Demônio (2008). Informações Data: 31out2015 a 10jan2016 Horários: terças a sábados, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h Preço Terças-feiras: Entrada gratuita exposições 1º andar R$ 10 (inteira) R$ 5 (meia

Tatuagem e a nova roupa do cinema brasileiro

Sob a direção impecável de Hilton Lacerda – roteirista de joias do cinema brasileiro como Amarelo Manga e Febre do Rato – “Tatuagem” traz uma nova luz à produção nacional. Ainda que o cinema pernambucano produza as histórias mais fortes e realistas da nossa cena, o filme traz consigo uma gênese de quem busca transcender a realidade a qualquer custo.

Clécio, interpretado por Irandhir Santos (um dos maiores atores que a terra tupiniquim já conheceu) é um personagem que se confunde entre ficção, realidade, arte e tristeza, deixando os espectadores muito confusos e, ao mesmo tempo, apaixonados. A sensibilidade mostrada pelo ator diante das câmeras é algo que não se vê com facilidade e, por isso, impressiona e cativa tanto.

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Líder de uma companhia teatral extremamente subversiva e visceral, Clécio conhece Fininho – brilhantemente interpretado por Jesuíta Barbosa – e os dois mostram na câmera o nascimento de uma paixão verdadeira e praticamente proibida: Fininho é um soldado, status que deixa seu amado levemente perturbado. Uma vez que a “Chão de Estrelas”, companhia de Clécio, é totalmente contrária a qualquer tipo de repressão, o amor vivido pelos personagens se encontra numa espécie de conflitos éticos.

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A ousadia de retratar nas telas um romance entre dois homens, construído com cenas de sexo quase explícitas, dá à “Tatuagem” a grandiosidade que o filme merece. Não há, em nenhum momento, um ar caricato para os personagens: são simplesmente homens, homossexuais e apaixonados. Os problemas da relação entre os dois ultrapassa a arcaica barreira imposta pela sociedade, pois a questão é, acima de tudo, política.

Nas telas, “Tatuagem” nasceu pra comprovar o fato de que o cinema pernambucano é a nova aposta do Brasil diante do mundo e também para sensibilizar até os corações mais duros. Uma produção real, forte e delicada ao mesmo tempo, que faz com que o público sinta-se devidamente presenteado por uma grande obra de arte.

Por Andreza Spinelli Ballan

Frances Ha: Nouvelle Vague hipster

“Nouvelle Vague hipster” foi uma das descrições que eu li do filme Frances Ha (Noah Baumbach) na minha timeline do Facebok. O p&b e o contraste da fotografia lembram mesmo os filmes franceses do movimento artístico dos anos 60. No entanto, Frances Ha é americano e apresenta um ritmo e personagens que são só seus.

Frances (Greta Gerwig – que assina o roteiro junto ao diretor) é uma garota de 20 e tantos anos que passa por todos os problemas que as pessoas de 20 e tantos anos estão acostumadas a passar: um relacionamento que não vai para frente, o pagamento do aluguel, a incerteza profissional. A personagem lida com tudo isso utilizando toda a leveza que só alguém genuinamente jovem pode ter.

A protagonista é aluna em uma companhia de dança, mas ainda não conseguiu entrar para o grupo de bailarinos e deixar de ser uma das substitutas. Ela divide um apartamento com a sua melhor amiga, Sophie (Mickey Sumner), até que ela decide se mudar para uma região da cidade cujo preço não cabe no seu bolso.

A busca de Frances tem um ritmo apaixonante. Seja por um novo lugar para morar, uma vaga no espetáculo de Natal da companhia de dança, tentar seguir o conselho dos amigos e viajar mais, Frances e seus amigos estão sempre em movimento.

Sem dramalhões, sem humor apelativo e com uma trilha sonora que traz David Bowie, Paul McCartney e Georges Deleure, não impressiona que Frances Ha esteja em cartaz até hoje, mais de três meses após a sua estreia.

Por Sabrina Haick

Quando a Nudez Não é Castigada

Em tempos onde a nudez e o sexo são condenados e jovens se suicidam depois que fotos e vídeos íntimos surgem na internet sem consentimento prévio, há quem veja o corpo como algo natural, desmerecedor do julgamento alheio. Para questionar o assunto, três mulheres que fizeram autorretratos expostos na internet em que aparecem nuas, ou parcialmente nuas, dão suas versões sobre como o corpo humano pode ser explorado de maneira simples, sem pudor ou vergonha.


Thany Sanches, artista plástica

“Esse autorretrato era uma investigação sobre o fim. Estava próxima de um grupo de mulheres artistas e para um dos encontros eu precisava levar uma carta. Acabei fazendo esse retrato. É meio que um se despir de lembranças. Não sei. Acho que tentei falar um pouco do que acontece quando quando uma mulher nua é tanto o sujeito quanto o objeto de um trabalho. As pessoas olham torto pra mulheres que amamentam, meninas que trepam, que são livres – comportamentos normais e naturais -, mas assistem outras deformadas e tidas como gostosas rebolando na televisão, o que gera um erotismo babaca e sexista.”

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Anna Paula Mascarenhas, jornalista

“Eu estava pintando antes da foto e meus dedos ficaram sujos de vermelho. Decidi que tomaria um banho, acendi um cigarro e um incenso. A câmera olhou pra mim e eu não resisti, a coisa simplesmente aconteceu. Fiquei brincando com a fumaça e, depois, com outros ângulos. Então essa foto saiu, fruto da espontaneidade e da preguiça de entrar no chuveiro. Não tenho vergonha de tirar a roupa na frente da maioria das pessoas, mas o olhar de julgamento alheio me incomoda. Infelizmente, muita gente ainda acredita que existe um padrão de beleza universal. Procuro não pensar nisso quando tiro a minha roupa, mas tem situações em que a desaprovação é perceptível no olhar dos outros. Chegar em casa e ficar pelada, pra mim, é extremamente relaxante. Deixo todos esses julgamentos, esses sentimentos ruins que uns impõem aos outros, ali no chão, junto das minhas roupas.”

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Marcella Klimuk, artista plástica

“Acredito que a nudez está diretamente ligada à coragem. Todo ser humano tem um corpo e em algum momento do dia fica nu, e isso é totalmente natural. Agora, mostrar esse corpo nu ao mundo já é algo que envolve, no mínimo, coragem. Coragem principalmente de assumir quem você é e que corpo você tem. Todas as características e marcas que seu corpo possui. A nudez encanta porque é uma atitude corajosa que te deixa vulnerável, fragilizado e desmascarado. Ficar nu é natural: nascemos nus, tomamos banho nus, as coisas mais íntimas e pessoais que o ser humano faz são sem roupa.”

(Por Débora Lopes)

Casa das Rosas recebe exposição coletiva

A exposição coletiva “Physis Soma – O Corpo, a expressão e a poética do movimento” está a mostra na Casa das Rosas e homenageia o poeta Haroldo de Campos. O projeto tem como objetivo incentivar a produção de artistas brasileiros contemporâneos, colocando em evidência a relação que existe entre o “Botox” e as manifestações artísticas e culturais.

A palavra “physis” tem origem grega e significa algo que se encontra em constante movimento e transformação. Foi daí que surgiu a proposta de se aproximar do corpo humano, simbolizando, dessa, forma, uma experiência estética e científica.

A mostra coletiva é composta por sete artistas: Ana Dantas, Cássio Vasconcellos, Edouard Fraipont, Flavya Mutran, João Penoni, Regina Silveira e Walter Carvalho. Cada um possui a sua linguagem artística para realizar a sua obra, seja por meio da fotografia, do cinema ou do trabalho manual.

A exposição fica em cartaz de 6 de novembro até 16 de fevereiro de 2014.

Por Sabrina Haick

A Bienal de Arquitetura chegou a sua 10ª edição e acontece em diversos lugares espalhados pela cidade. A bienal é mais do que um convite para refletir sobre a cidade contemporânea, é uma proposta de viver a cidade, já que está instalada em diferentes locais urbanos.

A escolha dos lugares foi feita com base em dois critérios, o primeiro é a qualidade dos espaços, o segundo é a relação entre arquitetura e uso. A acessibilidade também foi levada em conta, cm o objetivo de fazer com que o público possa conhecer toda a exposição utilizando o metrô.

O Centro Cultural São Paulo abriga a exposição “Actions: What You Can Do With The City”. O conteúdo visa motivar iniciativas posteriores e fornecer material com o qual se possa aprender e tirar inspiração.

Realizada há quase 40 anos pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), a rede principal de espaços expositivos da Bienal é composta pelo Centro Cultural São Paulo, MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), CEUMA (Centro Universitário Maria Antônia), SESC Pompeia, Museu da Casa Brasileira, Associação Parque Minhocão, Estação de metrô Paraíso (Projeto Encontros) e Praça Victor Civita.

A X Bienal de Arquitetura propõe um debate sobre os elementos que constroem e reconstroem as cidades. Com o título “Cidade: modos de fazer, modos de usar”, é cultivada a ideia de engajamento consciente de cada cidadão nos processos de construção e uso das cidades.

São Paulo ganhou uma mini praça no meio do asfalto até o dia 7 de dezembro. A chamada “Zona Verde” é uma iniciativa do Instituto Mobilidade Verde e fica localizada na Rua Padre João Manuel, próximo à estação Consolação da Linha 2 – Verde do metrô.

A Bienal de Arquitetura pretende fomentar a discussão trazendo projetos, obras e personagens importantes da cena brasileira e internacional, tendo como base três pilares: densidade, mobilidade e espaço público.

Para mais informações, acesse a página oficial do Facebook da X Bienal de Arquitetura.

Por Sabrina Haick e Andreza Spinelli

Modernismo brasileiro na Pinacoteca

A Arte Moderna está ocupando a Pinacoteca do Estado de São Paulo desde outubro com a exposição Arte no Brasil: uma história do Modernismo na Pinacoteca de São Paulo, que fica na Estação Pinacoteca por um bom tempo,até o dia 27 de dezembro de 2015. São 50 obras expostas de artistas modernistas como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Lasar Segall, Ernesto Di Fiori, Flávio de Carvalho, entre outros nomes de peso.

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“Fachada” (1955), de Volpi

Pinturas e esculturas foram selecionadas a partir do acervo da Pinacoteca para a exposição, que tem como foco três momentos do Modernismo brasileiro. Um deles são as inovações formais do primeiro Modernismo, representadas pelos trabalhos dos artistas Flávio de Carvalho e Lasar Segall.

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“Antropofagia” (1929), da Tarsila do Amaral

O outro momento é a a retomada das tradições da pintura, que pode ser observada nas obras de Alberto da Veiga Guignard e Pancetti, atuantes nas décadas de 30 e 40. Por fim, o terceiro momento contemplado na exposição é a influência do abstracionismo, presente nos trabalhos de Alfredo Volpi e Aldo Bonadei, e que indica o caminho na direção do concretismo dos anos 50.

A exposição possui inúmeras obras icônicas. Algumas delas é Fachada (1955), de Volpi, quadro pintado com têmpera; Antropofagia (1929), da Tarsila do Amaral, uma assimilação de duas outras obras suas, A negra Abapuru; e a escultura Homem, do artista Ernesto de Fiori, com superfície áspera e aspecto inacabado.

Por Sabrina Haick

Mostra sobre Cazuza revela a intimidade sensível do cantor

Museu da Língua Portuguesa traz objetos íntimos do artista, além de explorar importantes momentos da música brasileira.

Um dos mais rebeldes e amados compositores da música nacional, Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, ganha espaço no museu da Língua Portuguesa através da exposição Cazuza Mostra sua Cara.

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A exposição é uma oportunidade fantástica para conhecer, de fato, quem foi Cazuza. Disponibilizados pela própria mãe do cantor, Lucinha Araújo, objetos pessoais são expostos ao público. Marcas como a famosa bandana, óculos escuros, o tênis All Star surrado e roupas usadas em shows estão exatamente ali, bem diante dos olhos dos visitantes. E, para os fãs mais entusiasmados, existe um karaokê com duas canções disponíveis para a brincadeira.

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Com a curadoria do arquiteto e cenógrafo Gringo Cardia, a visita ao local da mostra é um verdadeiro deleite para os fãs e admiradores do cantor, principalmente pela profundidade com que é tratada a história e obra do rapaz que foi responsável por composições históricas como Ideologia e O Tempo Não Pára.

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Cazuza mostra a sua cara
Onde: Museu da Língua Portuguesa – Praça da Luz, s/nº- Centro
Quando: De 22 de outubro a 23 de fevereiro 2014
De terça-feira das 10h às 22h, e de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 6 inteira / R$ 3 meia
Entrada gratuita às terças e sábados
Informações: (11) 3322-0080 ou no site do museu

 

por Andreza Spinelli

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