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Blog dos alunos de jornalismo da PUC-SP

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Arte Urbana

Minhocão: O Passado e o presente se encontram aos domingos

Por Yessica Hernández

 

Normalmente quando se fala de cultura se pensa em manifestações acadêmicas e artísticas formais, institucionalizadas, em peças arqueológicas, livros, esculturas ou pinturas abrigadas convencionalmente em um espaço físico protegido por quatro paredes, normalmente também este lugar é chamado de museu. Cultura evoca patrimônio, patrimônio evoca memória e memória evoca passado.

Mas o que acontece quando um objeto artístico foge de seu suporte convencional? Quando troca o tecido de linho por um muro cheio de fuligem, quando se libera da proteção de um teto e se acomoda numa parede que recebe sol e chuva, quando o autor da obra não é considerado artista, mas vândalo? O que acontece quando a palavra Cultura se desfaz da “C” maiúscula e mais do que se referir a patrimônio te faz pensar em modos de vida e de expressão, quando em lugar de evocar passado invoca o presente, quando em lugar de se abrigar em um museu, invade o espaço público e se aproxima da comunidade? Surge o Minhocão.

Cada domingo esse enorme elevado que invade e deteriora um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da região central de São Paulo, faz descansar os carros que por ele transitam para dar as boas-vindas a quem gosta andar de pé. Seus 2,725 metros de asfalto se convertem em um grande parque contemporâneo, a ausência de área verde é compensada pelos escassos, porém desafiantes jardins verticais e pelas belas plantas desenhadas nas paredes de imponentes prédios. Há quem aprenda a andar de bike, outros que praticam corrida, outros que realizam piquenique ou ateliers de pintura. Em caso da sede ou a fome o visitar, sempre tem alguém fazendo graninha vendendo cervejinha gelada, água, pipoca e até cachorro quente.

Vale a pena caminhar pela história de são Paulo, desfrutando de pertinho os bem conservados edifícios neoclássicos e belos prédios estilo Art déco, sentindo ao mesmo tempo a riqueza da sua cultura contemporânea, liberada de academicismo e formalidade.

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A arte que não pertence ao museu

Por Bia Avila

A expressão street art (ou arte urbana, em português) surgiu nos Estados Unidos na década de 70 e é usada para definir qualquer tipo de manifestação artística que aconteça nos espaços públicos da cidade. Um dos principais propósito da arte de rua é sair dos lugares tradicionais em que se encontra a arte – museus, galerias, teatros ou auditórios -, locais geralmente elitizados. Grafitar um muro ou fazer performances nas ruas é um grito pela democratização da arte e pela ocupação dos espaços públicos – que, muitas vezes, são tratados como vias de transição de carros e pessoas.

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Desenho no túnel José Roberto Melhem. Foto: Bia Avila

A expressão é muito associada ao grafite, que talvez seja a expressão mais conhecida da arte urbana. No entanto, há inúmeras outras formas de se fazer a arte urbana, como estêncil, autocolantes e colagens, lambe-lambe e até apresentações teatrais, musicais e instalações. A regra é estar na rua e permitir uma interação com o público. A efemeridade é uma das marcas desse tipo de arte – a única forma de “imortalizar” são através de registros fotográficos ou vídeos. Reside aí parte da graça: a possibilidade da mudança constante dos muros da cidade ou de encontrar apenas uma vez algum grupo musical.

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Reprodução: projeto.encontrarte

Em São Paulo, a arte urbana, antes marginalizada, hoje faz parte da paisagem da cidade – na periferia, no centro e em bairros nobres. Na Avenida Paulista, é possível encontrar lambes dos mais diversos grupos em praticamente todos os quarteirões da via. Os grandes grafites coloridos do artista Kobra, um dos mais famosos grafiteiros internacionalmente, ocupam locais estratégicos: em um deles, uma homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer, chama a atenção na via, próximo ao Shopping Paulista. O beco do Batman, na Vila Madalena, já é considerado ponto turístico da cidade, com seu muros coloridos e constantemente renovados com outros artistas, outros desenhos.

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Mural do Kobra na Avenida Paulista. Foto: Bia Avila

Recentemente, a pauta da arte urbana também entrou na discussão política da cidade. Em uma das principais avenidas paulistanas, foi inaugurado o maior mural de grafite a céu aberto da América Latina, reunindo obras de mais de 200 artistas em 15 mil metros quadrados em fevereiro de 2015. A iniciativa foi apoiada pela Prefeitura de São Paulo, que deu apoio material e auxiliou com a segurança dos artistas durante os trabalhos. Através da Coordenação da Juventude, da Secretaria Municipal de Diretos Humanos e Cidadania, a gestão de Fernando Haddad (PT) inclusive levou cursos de grafite para CEUs e Casas de Cultura nas periferias da cidade no ano de 2015 como oficinas culturais para jovens.

Reportagem TV Gazeta – Mural de grafite na 23 de Maio

Seja acatada por uma agenda política ou não, a arte urbana vive e sobrevive em São Paulo. Acompanhe no Cultura Livre SP eventos, novidades e entrevistas com quem faz parte da street art paulistana.

Primavera paulistana

Por Maria Fernanda Romero

Para quem vai passar o feriado da Consciência Negra em São Paulo não pode perder o festival “Primavera, te amo!”. O evento em parceria com a produtora Scheeeins promete muita música e arte para alegrar os paulistanos.

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Primavera, te amo foto: reprodução

 

O festival terá três palcos com estilos musicais completamente diferentes: desde pagode até afrobeats, a intenção é agradar todos os gostos e fazer o público dançar muito.  Ao todo serão mais de 16 DJs independentes e outras quatro bandas autorais.

Entretanto o  mais legal do festival não é a música, e sim o espaço. A festa que começará sábado 21/11 às 13h  e irá até domingo 22/11 às 6h será Nos Trilhos, um espaço cultural na Mooca cercado por trens centenários e trilhos da ferrovia de SP. Inclusive, o palco Íris será dentro de um vagão desativado. Será uma experiência única!

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Nos Trilhos foto:reprodução

 

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Nos Trilho foto: reprodução 

Além de música, o evento conta com a presença de artistas circenses e os grafiteiros Consp e Samuel Borges, que homenagearão a cultura africana. A artística plástica Karen Gil também mostrará seu trabalho.

Atenção ciclistas: apesar do ingresso custar $20,00, quem estiver de bike, não precisa pagar.

 

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Consp foto: reprodução

Arte, cidade e cultura

Por Maria Fernanda Romero

O centro da cidade de São Paulo recebe a 1ª edição do O.bra Festival, uma exposição ao ar livre, que também conta com diversas atividades. A exposição estará no Largo do Arouche.

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O Largo do Arouche é o melhor lugar para receber o público. Convidativo a quem passa: é tranquilo, arborizado, romântico e democrático. Ao mesmo tempo em que representa o passado da cidade, com seus hotéis e restaurantes característicos, uma nova geração também é contemplada.

O diferencial dessa exposição, além de ser ao ar livre, é a produção ao vivo de grandes murais. Já pensou que legal ver um artista pintando sua obra em tempo real?

Essa oportunidade é acontece entre 23 a 25 de outubro. A entrada é grátis e terá a participação de 18 artistas nacionais e internacionais. Entre os muralistas estão Vitche (Brasil), Herakut (Alemanha), Speto (Brasil) e Never 2501 (Italia).

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Reprodução Vitche
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Reprodução Herakut

Além da grande exposição, o festival terá aula de yoga com Ciro Castro, criador do projeto Yoga na Rua, tour de graffitis pelo centro de São Paulo, e a nova febre : os food trucks.

Passeios de bike também serão oferecidos, ainda em duas opções, fotográfico e turístico.

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Reprodução Speto

Acha que é suficiente? O O.bra Festival oferecerá workshops. Entre as opções estão fotografia de rua, serigrafia, adesivos, lambe-lambe e throw-ups. Para participar dos workshops é preciso se inscrever pelo site do evento.

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Arte de Rua por Never 2501

Sociedade alternativa

Por Maria Fernanda Romero

Gaia Connection, que ocorreu nos dias 26 e 27 de setembro, é um festival de Culturas Alternativas, que promove a junção de arte, música e amor. O encontro foi em uma fazenda em Boituva e inspirou muita paz.

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Gaia Connection foto Julian Nunes

A festa abriu ao meio dia de sábado, e as pessoas começaram a chegar com suas barracas. O Chill Out, espaço para relaxar e descansar o corpo após longas sessões de danças, abriu poucas horas depois. Lá tocou rap, rock e música indiana.

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Chill Out foto E Carvalho fotografia

Às 20h30 o Main Floor abriu. A luz e a força da lua cheia deram um brilho a mais para o clima. Na primeira noite tocou Forest e Full on. Um show Pirofágico do grupo Arson animou a noite.

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Show pirofagico foto Julian Nunes

Domingo a tarde foi a vez do Progressive, e a noite Hi-Tech e Dark. Gotalien  encerrou o festival tocando por duas horas ao vivo. Para deixar o clima mais incrível, enquanto o Dark rolava a Lua de Sangue coloria o céu, e depois, o eclipse total a cobriu. “A Gaia foi a sinergia perfeita entre música, natureza, amigos e o amor pelo trance de todos que estavam lá”, Carolina Augusto, 20.

 Cultura Trance

 Todas os estilos musicais citados são vertentes do Trance. O Trance tem uma melodia caracterizada pelo tempo entre 130 e 160 BPM, apresentando partes melódicas de sintetizador e uma forma musical progressiva durante a composição, de forma crescente ou fragmentada, mas sempre baseada na repetição harmônica de sons que tem o poder de elevar a consciência a estados transcendentais que possibilitam ao individuo identificar manifestações ocultas da mente.

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foto Carol Monteiro

Mais que um movimento musical, o Trance é uma contracultura. Inspirado na mistura dos ideais do movimento hippie dos anos 60 com aspectos da cultura oriental também tem influência das religiões budista, xamanista e hinduísta.

É um movimento que tem como principio a sigla P.L.U.R. do inglês, Peace, Love, Unit e Respect (Paz, Amor, União e Respeito).

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A influência Hippie na cultura Trance foto Julian Nunes

Espaço de cura                                            

 A festa contou com o Espaço de Cura. Nesse espaço, profissionais realizavam massagem, além de algumas terapias holísticas. Muitos ficaram lá apenas para meditar e se desligar do universo. “Lá foi possível sentir a energia diferente e a alegria de cada um. O que mais me impressionou foi o compartilhamento de experiências que você pode presenciar mesmo sem antes conhecer a pessoa com quem está conversando. O festival foi uma experiência única que com certeza vou querer ter de novo muitas vezes na minha vida”, conta Gabriel Ramos, 18, A Gaia Connection foi seu primeiro festival.

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Carolina Augusto Foto Julian Nunes

Ação Ambiental e Social

O Espaço Eco-Gaia foi criado para incentivar educação ambiental durante o andamento do encontro, A Gaia Connection sempre destinou uma atenção especial para a área ambiental, minimizando os impactos na produção e organização do evento, incentivando a reciclagem, redução de danos ao meio ambiente, oficinas de conscientização ambiental, plantio de mudas, entre outros.

Para entrar no evento foi necessário a doação de 1kg de alimento não perecível, que foi encaminhado a entendidas carentes.

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Feira de Artesanato foto E Carvalho fotografia

A Arte toma as ruas

Por Maira Isis

A cidade de São Paulo tem ganhado uma nova maneira de ocupar as ruas, por meio de eventos ao ar livre, música, cinema, teatro e diversos trabalhos artísticos, com o objetivo de estimular eventos sociais e incentivar a população a utilizar e frequentar os espaços públicos.

Pensando na democratização da Cultura em São Paulo, a Secretaria Municipal continua com um projeto que lançou em junho de 2014, o Circuito São Paulo de Cultura. As produções artísticas e eventos relacionados circulam pela cidade com os mais diversos atrativos como dança, teatro, música, circo e outras programações para todos os gostos.

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Espetáculo Relações Possíveis                         Crédito: Reprodução site do Circuito SP de Cultura

Uma dessas atrações é o espetáculo Relações Possíveis, que terá uma de suas apresentações amanhã, dia 07, a partir das 12h no Roteiro Jardim das Rosas, localizado na Av. Dom Rodrigo Sanches, altura nº 1546, em frente à Associação de Bairro. Um solo de intervenção urbana de 40 minutos que vem com a proposta de buscar os mais variados tipos de relacionamentos possíveis a serem estabelecidos, com direção de Anelise Mayumi; Concepção, Interpretação e Dramaturgia de Douglas Iesus e livre para todos os públicos. O espetáculo passa por vários locais ao longo do mês de outubro.

O circo também toma as ruas da cidade com os Artistas Itinerantes que fazem uma intervenção performática onde os personagens interagem com o público. Com próximas apresentações no dia 10, na Rua Soveral- Itaquera e no dia 11, no Centro de Formação Cultural- Cidade Tiradentes. O grupo é composto por quatro artistas circenses, há perna-de-pau, acrobacias, malabarismo, números de palhaços e muito mais.

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Imagem da atração Recreart                         Crédito:Reprodução site Circuito São Paulo de Cultura

Para as crianças a Recreart traz no próximo sábado, dia 10 na Rua Soveral, no bairro de Itaquera brincadeiras tradicionais, roda de música e oficinas apresentadas para divertir e educar ao mesmo tempo. O trabalho de recreação é feito com brincadeira livre que permite que a criança use a imaginação e desenvolva autonomia. O grupo responsável por essa atração já realiza há dez anos esse trabalho de recreação e estudos da cultura da infância, da educação e do brincar.

A música e a dança também estão presentes na noite do sábado, 10 na Casa de Cultura Salvador Ligabue às 19h. Onde será apresentado o espetáculo Soubgoloni – Renascer África multilinguagem da “Cia Ballet Afro Koteban”, dirigido pelo dançarino e coreógrafo guineano Mohamed Ifono que propõe um diálogo entre música, dança, canto e poesia, repensando na nossa identidade a partir do olhar africano. Com uma abordagem importante sobre a reelaboração da força da mulher negra que supera as dores cotidianas ao encontrar seu poder na dança e na cura dos tambores que vem de África.

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Cia Ballet Afro Koteban                                           Crédito: Reprodução site Circuito São Paulo de Cultura.

Outros eventos e  a programação completa do Circuito podem ser encontrados no site.

Esquenta para Primavera

Por Maria Fernanda Romero

Organizado pelo coletivo Pilantragi, a 21º edição do Mercado Mundo Mix foi um sucesso. O evento que promove cultura, arte e fortalecimento da economia criativa, com entrada gratuita, aconteceu no centro da cidade de São Paulo. A Praça das Artes, na Avenida São João foi o palco dessa festa.

O evento, que aconteceu dia 20 de setembro, um domingo de muito calor, teve excelente repercussão. “O Mundo Mix foi muito feliz em fazer o evento aqui. Não teve briga, a organização foi ótima. Deu tudo certo.” conta Tarcila Dias, 26.

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A Praça das Artes é realmente um lugar incrível. É um complexo cultural que promove apresentações musicais, exposições e outros programas de cultura. Também é sede da Escola Municipal de Música, da Escola de Dança de São Paulo, da administração da Fundação Theatro Municipal e da SP-Cine.

A construção também é um ícone arquitetônico. Recebeu o Prêmio APCA de Melhor Obra de Arquitetura de 2012, o prêmio de Edifício do Ano de 2013 pelo Icon Awards, realizado pela Icon Magazine, e foi finalista dos ‘Projetos Impressionantes das Américas’, da Mies Crown Hall Americas 2014.

Além disso, o local é de fácil acesso ao público, ao lado da Estação de metrô São Bento, linha azul.

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Praça das Artes foto: Nelson Kon
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Praça das Artes foto: Marcelo Ferraz

Mercado Mundo Mix

A programação contou com oficina de malabarismo, uma vasta programação cultural, com trabalhos exclusivos de artistas plásticos além de discotecagem e um Festival de Cervejas artesanais.

Os produtos expostos no Mercado propriamente dito variam de roupa, bijuterias, acessórios, bolsas e objetos de decoração.

Outro ponto positivo do evento foi a área Food Park Mundo Mix. As comidas de rua que conquistaram os paulistanos também foram oferecidas no evento.

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  DJ Lia Macedo foto: Renan Miguel
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Mercado Mundo Mix foto: Divulgação Pilantragi
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Mercado Mundo Mix foto: Renan Miguel

         Festival de Cervejas artesanais

 Além da cerveja que conhecemos o festival contou com sorvete, Milk Shake e até sanduíches feitos com cerveja. As marcas que fizeram parte do festival foram aLandel, Bang Bang Beer, Velha Virgens, Soft Beer e Dádiva Cervejaria.

Os petiscos de cerveja foram oferecidos pelas marcas JK Gastronomia, Da Pá Virada Gelateria e Vulcano Shake

Para o professor de Educação Física Marco Santa Maria, 30, essa foi a melhor parte do evento. “Eu nunca tinha bebido Milk Shake de cerveja. O Festival foi essencial para o sucesso do evento, muito legal degustar tantas cervejas diferentes e de qualidade.”

O Mercado Mundo Mix, uma realização da ArtShine Promoções e Eventos, tem o apoio da Fundação Theatro Municipal e do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural

Cultura Independente

Por Maira Isis Cardoso

Em sua 9ª edição, o Mês da Cultura Independente (MCI) recebe grande programação. Com shows, mostras de cinema, intervenções, cursos, debates, oficinas, atividades ao ar livre e em espaços culturais, ao longo do mês de setembro a cidade se torna palco da cultura.

O evento que é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo chama atenção pela diversidade. Há shows com músicos brasileiros e internacionais e atrações que acontecem em diversos locais da cidade, garantindo a ocupação do espaço público.

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MCI- Praça do campo Limpo                                                Foto: João Claudio de Sena/ Divulgação Secretaria Municipal de Cultura

Como no ano passado, nesta edição as ruas do Centro Histórico da capital se tornaram palcos de coletivos atuantes em diversos segmentos. Abrindo o mês no dia 9, o SP na Rua garantiu das 22h às 5h entre  as ruas São Bento, Álvares Penteado e XV de Novembro muita música e festa. O público ainda pôde ocupar as ruas e lugares históricos da cidade na madrugada tendo acesso à pistas de dança ao ar livre, instalações e intervenções artísticas.

Nesse fim de semana, nos dias 19 e 20 de Setembro tem palestra sobre publicação independente, quadrinhos no Brasil no Espaço Mário Chamie (Praça das Bibliotecas) e acontece o encerramento da Feira Literária da Zona Sul, que ficou em diversos espaços, entre eles a Praça do Campo Limpo, a Biblioteca Pública Municipal Marcos Reys, além do SESC Campo Limpo, Itaú Cultural, entre outros. Na feira é promovida conversas e encontros entre o público e os convidados como: escritores, jornalistas, professores, poetas, atrizes e produtores culturais. Na feira, também acontecem saraus, abertura de tendas temáticas, com apresentação do Jazz na Kombi, oficinas, apresentações artísticas e uma mostra visual, com exposições fotográficas.

Mês da Cultura Independente
Mês da Cultura Independente

A agenda completa está disponível no site.

Grafite, Hip-hop e dança na zona leste

Por Maira Isis Cardoso

O Evento que aconteceu no Jardim Maia, extremo leste da Capital fechou o último domingo do mês de Agosto com a participação de 300 grafiteiros, cinco tendas musicais com muito Hip-hop, Dub, Ragga, Rock, Reggae, Drum and Bass, Trap, Bass, Samba, Roda de Coco, Maracatu e danças tradicionais.

Os artistas pintaram uma passarela, 12 quarteirões de ruas e travessas, além de outros lugares onde os moradores pediram que pintassem no dia do evento. Ao todo foram usados 700 litros de tinta látex. A mesma equipe organiza no próximo mês de outubro uma Oficina, e no mesmo mês e em novembro o Kebrada Sessions.

    Dança na rua                                    Foto: Bó Treze e Chor

O Cultura Livre conversou com a equipe que organiza o evento:
CulturaLivreSP: Há quantos anos acontece, como começou?

Equipe Arte e Cultura na Kebrada: No ano de 2007 combinamos de pintar um dos muros da rua Jacarandá Rosa, nesse dia compareceram bastante amigos do bairro que fazem grafite. Tivemos que encontrar outro muro, porque apenas um não foi  suficiente. Após esse dia tivemos a ideia de fazer um evento, que era pintar do começo até o final da rua. Saímos de casa em casa pedindo autorização, alguns cederam outros ficaram com um pé atrás, mas tivemos sorte, cerca de 70% dos muros estavam autorizados. A segunda tarefa era conseguir tintas para pintar o fundo dos muros, conseguimos o contato da fábrica Raul das Tintas, que nos apoia até hoje. O evento teve uma proporção maior a partir da quarta edição, em 2010. De lá para cá cresceu em público, murais e apresentações.

CulturaLivreSP: Como é feita a organização e como foi a escolha do local?

Equipe Arte e Cultura na Kebrada: Começou com Robson Bó e o Elizeu Emis, a partir da segunda edição foi entrando outros organizadores: Manulo, Chuck, Wallace, Chorão, Dj Elvis e o DJ Louiz. Todos fazem parte da organização e temos mais umas 15 pessoas no apoio. A escolha do local se deu porque por estarmos ali todo final de semana no bairro fazendo grafite ou “trocando umas ideias”. O evento anual acontece há nove anos no mesmo local.

Discotecagem na rua Foto: Samara Cirino
       Discotecagem na rua
       Foto: Samara Cirino

CulturaLivreSP: Como conseguem os muros, os próprios moradores cedem?

Equipe Arte e Cultura na Kebrada: “Antes nois corria [sic] até os moradores”, hoje está ao contrário, muitos vem nos pedir para grafitar os muros deles no dia do evento.

CulturaLivreSP: Além de grafite, tem outros tipos de arte e barracas para alimentação?

Equipe Arte e Cultura na Kebrada: O Grafite e a cultura do Hip-Hop é a nossa principal linguagem, porém a cada ano fomos incluindo elementos musicais no evento, pois nem todos são adeptos a cultura Hip-hop. Se apresentam bandas de Reggae, Rock, Música Eletrônica, Dub, Drum and Bass, RAGGA, New metal, Grupos de Danças, Maracatu e outras diversas.  Os próprios moradores do bairro no dia do evento montam suas barracas para vender lanches, água e refrigerante.

CulturaLivreSP: Qual é a importância de levar a cultura hip-hop para a população?

Equipe Arte e Cultura na Kebrada: “Pra nois [sic] que estamos há nove anos nessa batalha com o evento, onde cada um já tem uma longa caminhada na cultura hip-hop. Deve ser tratada como um movimento cultural que busca resgatar os valores e a autoestima em cada pessoa que queira seguir um dos elementos dessa cultura, e ser repassada de geração a geração. Estamos iniciando um projeto novo o Kebrada Sessions, através desse projeto estamos criando oficinas e a primeira foi de DJ. E a cada dois meses acontece um encontro com todos os elementos da cultura. Estamos indo pra rua pra mostrar que o Hip-hop vive e buscar novos admiradores e, quem sabe novos membros para cultura.

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