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Blog dos alunos de jornalismo da PUC-SP

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Cicloativismo

Bike Café em Pinheiros oferece estacionamento e chuveiro para ciclistas

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Inaugurado em julho de 2013, o “Aro 27” traz para São Paulo um conceito de loja multifuncional muito consagrado em Países da Europa e Japão. Trata-se de uma pioneira mistura de Bike Café com Park’n Shower, que oferece ao ciclista um espaço exclusivo para estacionar a bicicleta e tomar banho antes do expediente ou da aula.

Localizado a 50 metros da Estação Pinheiros do Metrô e CPTM, o estabelecimento também conta com uma oficina e loja de bicicletas, acessórios e equipamentos para uso urbano. Além disso, o espaço possui restaurante que oferece café gourmet, petiscos doces e salgados, refeições rápidas no horário de almoço e sopas para o jantar. Açaí, sucos, cervejas e vinhos estão disponíveis ao longo de todo o dia.

“A falta de chuveiro nas empresas ou um local para estacionar a bicicleta com segurança impede muita gente de ir pedalando até o trabalho”, explica Fabio Samori, proprietário do local e ciclista há mais de três décadas. Para ele, a bicicleta é parte da solução para os problemas de mobilidade urbana de grandes centros, mas ainda há muito a ser melhorado.

Por conta disso, o espaço oferece, ainda, uma área multiuso para a realização de pequenos eventos, como reuniões, cursos e palestras. O “Aro 27” também atende empresas de maneira personalizada, capacitando os funcionários a pedalar em segurança pela cidade, auxiliando no planejamento de rotas e colocando-os em contato com outros serviços dedicados à bicicleta.

Serviço:
ARO 27 BIKE CAFÉ
Endereço:
Rua Eugênio de Medeiros, 445 — Pinheiros
Funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 6h às 20h, e aos sábados das 9h às 14h
Diária de uso do Park’n Shower: R$ 17 (preços promocionais para planos mensais ou anuais)
Telefone: (11)2537-1918
Mais informações: www.aro27.com.br

Por Camila Akemi

Campanha arrecada bicicletas para o natal e estimula crianças a abandonarem rodinhas

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Ainda falta pouco mais de um mês para o Natal, mas a ONG “Os Bicicreteiros” já está com a base montada e pronta para receber as bicicletas que serão doadas a crianças carentes no final do ano. A tenda da entidade estará todos os domingos, das 8h às 16h,  no Largo da Batata, ao lado da estação Faria Lima do metrô (fácil acesso pela Ciclovia da Avenida Faria Lima).

Se a sua bicicleta velha não está nas melhores condições, não se preocupe: todas as bikes serão revisadas e devidamente reformadas, garantindo uma pedalada segura para todos os presenteados. Agora, se você não tem nenhuma bike para doar, e quer ajudar mesmo assim, é só aparecer na base dos “Bicicreteiros” e oferecer uma mão — seja doando peças, emprestando ferramentas ou até mesmo incentivando os amigos a fazer uma doação.

As crianças que já possuem sua própria bicicleta, mas ainda não aprenderam a pedalar sem as rodinhas, também estão convidadas a participar da campanha. “Se a pessoa tem um filho que ainda não tirou a rodinha, pode levar lá que ensinaremos a pedalar sem a rodinha.  Se ela conseguir, doa a rodinha para a campanha”, diz André Pasqualini, coordenador da campanha. Se ela conseguir, doa a rodinha para a campanha”.

A rodinha descartada será instalada em uma das bicicletas que serão doadas, e ajudará outra criança a dar suas primeiras pedaladas. “Se algum adulto também quiser aprender a pedalar, vamos ensinar também”, convida Pasqualini.

Serviço:
CAMPANHA BICICLETAS DE NATAL
Posto de arrecadação: Largo da Batata, s/n — Estação Faria Lima do Metrô/ Linha 4 — Amarela
Data: todos os domingos, até 15 de dezembro de 2013
Horário: das 8h as 16h
Mais informações: https://www.facebook.com/BicicletasDeNatal

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Por Camila Akemi

Brasil Cycle Fair abre as portas ao público pela primeira vez

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Entre os dias 7 e 10 de novembro de 2013, aconteceu a Brasil Cycle Fair, considerada a maior feira da indústria de ciclismo da América Latina. Realizado no Pavilhão Verde da Expo Center Norte, região norte de São Paulo, o evento teve os três primeiros dias reservados a convidados e profissionais do setor. No último dia, as portas foram abertas ao público em geral, que pôde conferir todas novidades do mercado de bikes.

Essa é a primeira vez que o evento conta com um dia aberto à visitação. Quem desembolsou R$ 30 para conferir os mais de cem expositores e 500 marcas nacionais e internacionais com certeza não se arrependeu: além de apresentar todos os lançamentos em bicicletas, peças, acessórios, equipamentos e suplementos alimentares, a feira proporcionou uma excelente oportunidade para conversar diretamente com os fabricantes, esclarecer dúvidas e experimentar diferentes modelos de bike e roupas específicas para a prática do ciclismo.

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Exposição de bikes antigas, com destaque para o celerífero (de madeira)/ Crédito: Willian Cruz

Os visitantes também puderam conhecer um pouco mais a fundo a história das bicicletas ao redor do mundo. Isso porque a feira reservou um espaço para exposição de modelos antigos , inclusive uma reprodução de um celerífero — carrinho rústico, feito em madeira, considerado o precursor do modelo de bicicleta que conhecemos hoje. Quem curte esportes radicais pôde conferir, ainda, exibições de BMX e até pedalar um pequeno velódromo aberto ao público.

Para quem está mais ligado no Cicloativismo, a feira abriu espaço para debates sobre a carga tributária sobre as bicicletas no Brasil — que é maior do que a aplicada sobre automóveis — e sobre a integração entre ciclistas urbanos e profissionais.

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Por Camila Akemi

Projeto Bike Sampa oferece empréstimo de bicicletas em pontos estratégicos da cidade

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Lançado em maio de 2012, o Bike Sampa é uma excelente alternativa para quem deseja pedalar sem precisar comprar uma bicicleta ou ficar preocupado com locais para estacionar ou maneiras de carregá-la. O projeto, fruto de uma parceria da Prefeitura de São Paulo com o banco Itaú, distribui estações para empréstimo de bicicletas em pontos estratégicos da cidade, caracterizando-se como uma solução de meio de transporte para pequenos trajetos.

Ao todo, são 121 estações instaladas nos bairros Vila Mariana, Jardins, Vila Clementino, Vila Nova Conceição, Brooklin, Moema, Pinheiros, Vila Madalena e Bela Vista. Para utilizar o sistema, o ciclista deve se cadastrar previamente no site do Bike Sampa, adquirindo uma habilitação associada a seu cartão de crédito. Os primeiros 30 minutos de pedalada são gratuitos e, após esse período, é cobrada uma taxa de R$ 5 para cada meia hora excedente.

É possível utilizar o serviço gratuitamente diversas vezes ao dia, desde que haja um intervalo de 15 minutos entre a devolução e uma nova locação. Apesar disso, o sistema realiza um bloqueio de R$ 10 no cartão de crédito fornecido, que funciona como caução. Se o usuário decidir por finalizar seu cadastro no sistema do Bike Sampa, esse valor será devidamente desbloqueado.

Desde maio de 2013, as estações localizadas no Parque Trianon, Shopping Eldorado e Shopping Santa Cruz também aceitam o cartão de Bilhete Único para a liberação das bicicletas. Nesse caso, o número do bilhete deve ser informado junto ao cadastro realizado no sistema de Habilitação Bike Sampa. Essa integração ainda está em fase de avaliação e, em breve, deve ser expandida para as demais estações.

As bicicletas ficam à disposição dos usuários todos os dias da semana, das 6h às 22h. Os usuários podem consultar a situação das bicicletas disponíveis e locais para locação e devolução — que não se limita ao local em que a bike foi alugada, e pode ser feita em qualquer estação existente — por meio de um aplicativo para smartphone ou ligando para o número (11)3298-8811.

Por Camila Akemi

“Anjos” de bike ensinam ciclistas inseguros a enfrentar o trânsito da cidade

Os “anjos” João Paulo Amaral e Renata Falzoni com a publicitária Andra Onishi (centro) – Crédito: Arquivo Pessoal Bike Anjo

Embora andar de bicicleta seja “brincadeira de criança”, adotar a bike como meio de transporte exige muito mais do que simplesmente pedalar e se equilibrar sobre duas rodas. Isso porque cidades como São Paulo não estão adaptadas para o tráfego de bicicletas, e a maioria dos motoristas não sabe (ou sequer aceita) para conviver com outros tipos de veículo.

Para quem morre de vontade de subir na bicicleta, mas não se sente preparado para enfrentar o trânsito caótica das grandes cidades, existe uma turma que está sempre de prontidão para solucionar todas as dúvidas sobre qual tipo de bicicleta é mais indicado para pessoa e pista, como escolher a melhor rota para ir pedalando até o trabalho, manutenção do equipamento e que postura adotar para garantir sua segurança nas ruas: os bike anjos.

Formado por um grupo de amigos e mais de 150 voluntários cadastrados apenas na grande São Paulo, o Bike Anjo é um grupo de ciclistas experientes que orientam as pessoas sobre como pedalar na cidade com segurança e respeito. Para solicitar a ajuda, que é totalmente gratuita, basta se cadastrar no site e contar quais são suas maiores barreiras para começar a pedalar. A partir dessas informações, um voluntário será designado para acompanhar seu aluno por alguns passeios de bike.

Quem não sabe andar de bicicleta ou está muito inseguro para começar a andar pela cidade pode frequentar a Eba! – Escola Bike Anjo, que realiza oficinas regulares sobre como se equilibrar sobre a bicicleta, dicas para pedalar com segurança nas ruas, manutenção básica da bicicleta e até formação de novos Bike Anjos. Os encontros acontecem todo último domingo do mês, na Praça dos Arcos, localizada no final da Avenida Paulista.

Além de São Paulo, o Bike Anjo está presente em outras 56 cidades brasileiras, e a previsão é que o projeto se expanda cada vez mais: o plano é criar um sistema de geolocalização inteligente que agilize o encaminhamento de solicitações por voluntários, sobrando mais tempo para que outras atividades sejam organizadas.

Por Camila Akemi

Festival alemão em SP abre espaço para bicicletas

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Paraciclos gratuitos no Brooklinfest 2013 – Crédito: Bike é Legal

No último fim de semana, 19 e 20 de outubro de 2013, foi realizada a 19ª edição do Brooklinfest, tradicional evento que promove a cultura alemã na capital paulista. O evento foi realizado no Brooklin, bairro da zona sul de São Paulo, e contou com espetáculos de danças e músicas folclóricas, além de barracas de artesanato e de comidas típicas.

Uma vez que a entrada era gratuita e as ruas de uma área nobre da cidade foram fechadas para a festa, o tema escolhido para o Brooklinfest 2013 foi “Ruas Abertas — Cidade Viva”, destacando a importância do espaço público para a convivência da população. Com essa proposta, não poderia faltar um espaço especial para as bicicletas, meio de transporte muito utilizado nas cidades alemãs.

Quem foi pedalando ao evento contou com paraciclos disponíveis para estacionar a bicicleta. Além disso, todos puderam participar da oficina comunitária Mão da Roda, que ensinou os ciclistas a serem auto-suficientes no que diz respeito à manutenção das bikes. A galera do site Bike é Legal também marcou presença na festa, exibindo reportagens especiais ao ar livre.

Para quem perdeu a oficina no Brooklinfest, vale lembrar que a Mão na Roda é um espaço coletivo aberto a todos os ciclistas, que funciona todos os sábados no Centro Cultural da Juventude e todas as quintas-feiras no Espaço Contraponto. As oficinas oferecem estrutura e ferramentas para que o ciclista faça reparos mecânicos em sua bike, no melhor estilo “faça você mesmo”. para mais informações, acesse: http://www.ciclocidade.org.br/maonaroda/

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Oficina Mão na Roda ensinou ciclistas a fazerem manutenção de suas bicicletas – Crédito: Bike é Legal

(por Camila Akemi)

Ghost bikes lembram ciclistas mortos no trânsito

Ao frequentar o caótico trânsito de São Paulo, você com certeza já se deparou com uma (ou, infelizmente, diversas) bicicleta branca pendurada em um poste, placa de trânsito ou até mesmo afixada a um canteiro. Trata-se de uma ghost bike, ou “bicicleta fantasma”, um protesto permanente que marca o local onde ocorreram acidentes fatais envolvendo ciclistas e veículos motorizados.

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Ghost bike em homenagem a Antonio Bertolucci, instalada em 13 de junho de 2013, na Avenida Paulo VI – Crédito: Renata Falzoni

Esse tipo de memorial foi criado nos Estados Unidos, em 2002. A ideia original era de simplesmente montar uma intervenção artística em que bicicletas abandonadas eram pintadas de branco, mas as ghost bikes logo passaram a ser fixadas em locais em que ciclistas perderam a vida no trânsito. Hoje, mais de 26 países já contam bicicletas brancas instaladas em suas cidades.

O movimento das ghost bikes chegou ao Brasil em novembro de 2007, ano em que participantes da tradicional Bicicletada —realizada mensalmente, na última sexta-feira do mês — instalaram uma bicicleta fantasma em um poste da Avenida Luís Carlos Berrini, em São Paulo. No local, um ciclista, até hoje não identificado, havia morrido atropelado por um ônibus, cerca de um ano antes.

Embora tenha sido instalada no local da morte de um ciclista específico, a primeira ghost bike brasileira representava todas as vidas perdidas no trânsito caótico da cidade. A bicicleta fantasma foi retirada do local no dia seguinte.

A segunda ghost bike do país foi instalada em janeiro de 2009, em homenagem à cicloativista Márcia Prado, que também foi atropelada por um ônibus. A bicicleta branca está até hoje na Avenida Paulista, no local exato de sua morte, e é considerada um triste memorial onde ciclistas frequentemente prestam suas homenagens à amiga. Márcia Prado também foi homenageada com a criação de uma Rota Cicloturística com seu nome, o percurso liga a capital paulista ao litoral e é inspirado na última cicloviagem que a ciclista realizou em vida.

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Ghost bike de Márcia Prado, instalada em janeiro de 2009, na Avenida Paulista

Diversas outras ghost bikes foram instaladas na cidade de São Paulo desde então, embora o intuito da intervenção seja justamente o contrário: alertar a todos os condutores para que tomem mais cuidado com as demais vidas que compõem o trânsito. Não apenas ciclistas, mas também pedestres, outros condutores e até animais. Além disso, a ghost bike serve para evitar que mais uma morte caia no esquecimento.

Como fazer uma ghost bike

Qualquer pessoa pode fazer uma ghost bike: basta pintar uma bicicleta de branco e afixar no local escolhido. Uma dica para evitar que a bicicleta seja roubada é torna-la visivelmente inutilizável. Para isso, retire freios, câmbio, paralamas, bagageiro e cabos. O ideal é que fique apenas o “esqueleto” pintado de branco. Na hora de instalar, dê preferência a locais altos, bastante visíveis, mas de difícil acesso para ladrões e vândalos.

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Ghost bike e vassoura, instaladas na esquina da Av. Atlântica com a Av. Guarapiranga, em homenagem ao ciclista Fernando Martins Couto e ao gari Antônio Ribeiro – Crédito: Vá de Bike

Por Camila Akemi

O que é cicloativismo?

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Seja para relaxar, entrar em forma, fugir do trânsito, minimizar danos atmosféricos, economizar tempo ou dinheiro, aproveitar trilhas ou simplesmente para conhecer pessoas diferentes, andar de bicicleta tem se tornado uma atividade cada vez mais comum em São Paulo.

Embora o crescente volume de ciclistas pareça apenas uma questão de “esporte da moda”, o papel da bicicleta na sociedade é muito mais importante do que imagina a maioria das pessoas: esse é um meio de transporte acessível, que ocupa pouco espaço urbano, não polui e ainda melhora a qualidade de vida de seus usuários por meio da atividade física.

O uso da bicicleta traz à tona temas como a necessidade de melhores políticas de mobilidade urbana e sustentabilidade, além de evidenciar uma série de problemas sociais relacionados à violência e falta de respeito ao próximo. Por isso, todas as ações em prol do pedal são essenciais para promover a democratização do trânsito e do transporte.

Vale lembrar que Ciclo ativismo vai muito além de adorar ou defender fervorosamente o uso da bicicleta no dia a dia. O Cicloativismo é um movimento contra a velha ideia de que as ruas — o maior cenário cultural da cidade — pertencem exclusivamente aos carros. É a luta pela convivência harmoniosa entre ciclistas, motoristas, pedestres. Acima de tudo, uma luta pela vida.

Por Camila Akemi

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