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Blog dos alunos de jornalismo da PUC-SP

Categoria

Gastronomia

Que tal colaborar?

Por Mariana Mestiço e Talitha Arruda

Está começando mais um semestre na PUC-SP e com isso novos colaboradores entram em cena para alimentar o Blog Cultura Livre SP.
Ou seja, a cada semestre uma turma de jornalismo cultural fica responsável em atualizar as pautas relacionadas a cultura e empreendedorismo colaborativo de forma a praticar a profissão.

Nós, Mariana Mestiço e Talitha Arruda, assumimos a editoria de Gastronomia. Toda semana vamos trazer matérias sobre os novos jeitos de pensar e fazer comida. Fugindo da culinária gourmet, vamos mostrar projetos, feiras e mercados orgânicos geridos de formas colaborativa, espaços de coworking, anti-restaurante e anti-cafés. Além disso, buscaremos abordar temas importantes para a saúde e bem-estar através da alimentação.

E falando nisso! Está em andamento na Câmara Federal um projeto de Lei que além de alterar o nome de Agrotóxico para Defensivos Fitossanitários, facilitará o registro e o uso de novos agrotóxicos nos alimentos agrícolas produzidos no Brasil.

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Será realizada uma audiência pública contra o PL3200, na Faculdade de Saúde Pública de São Paulo nos dias 29 e 30 de agosto. Para mais informações acesse o site oficial da camapanha: http://www.contraosagrotoxicos.org/

 


			

Virada Sustentável 2015

Por Nicolás Lepratti e Pedro Sciola

A Virada Sustentável surgiu como uma boa saída para os que querem curtir São Paulo e gastar pouco. O evento que acontece todo ano tem como objetivo melhorar a sociedade e o meio ambiente a partir de uma visão alegre e inspiradora da sustentabilidade.

Em diversos pontos da cidade, a Virada contou com mais de 840 atrações e todas com entrada franca. Os dados do ano de 2015 ainda não foram divulgados, mas podemos ver que houve uma crescente adesão da população em participar do festival. Em 2011, o público foi 480 mil, já em 2014, o número quase dobrou, 920 mil.

No sábado, dia 29, fomos à Feira Vegana que aconteceu no Largo da Batata. Foi bem animado, muitas barraquinhas vendiam comida para vegetarianos, como coxinha, tapioca, cachorro quente e feijoada. Um cover do Elvis Presley agitava todos os que esperavam na fila.

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Os preços variavam muito, a coxinha vegana de jaca verde (a mais procurada) custava cinco reais, já a feijoada saia por 20. O principal problema da feira é que no Largo da Batata não há lugares para sentar e com o sol forte todos tinham que ir embora rápido.

A Virada Sustentável aconteceu do dia 26 de agosto até 30 do mesmo mês. Para saber mais informações sobre o evento e o que rolou acesse: http://viradasustentavel.com/ .

Tradição de avó pra neto

Por Mateus Maropo

Cru só existe no sobrenome de Júlio Raw. Dono da hamburgueria Z Deli Sanduíches, uma atração dos amantes do sanduíche, ele cozinha fartos e saborosos hamburgers de 180g, numa média de preços entre 24 e 32 reais.

Neste último domingo, a casa ficou sem atendimento no horário do almoço devido a problemas de energia. Sua fiel clientela passava por ali inconformada: “Tá fechado? Ah, por isso que ta vazio”. “Tava morrendo de vontade de almoçar aqui. Que horas volta?”

Voltou a funcionar por volta das 15h, e dentro de minutos, já estava lotado. Apesar de comportar apenas 16 pessoas, sendo 4 do lado de fora, matam a fome por ali cerca de 300 pessoas diariamente. Inspirado nas delis (delicatéssens) de NY, a casa prepara suculentos lanches, como o Louis Burger (R$ 25), lanche do festival SP Burger Fest.

Invenção americana, Louis Burger agrada o público amante do lanche há mais de 300 anos. Foto: Felipe Reis/Divulgação.

Segundo o chef, a receita original foi criada na lanchonete norte-americana New Heaven e tem mais de 300 anos. Com pão de forma quadrado, o lanche vem acompanhado de american chesse, cheddar, cebola queimada e uma característica inusitada: deve ser servido sem ketchup.

Em São Paulo, Raw reproduz a receita de forma respeitosa e com carinho. Ainda coloca a observação de “no ketchup”, para manter a tradição. O esforço e dedicação do chef no empreendimento desde o ano passado renderam resultados em 2013. O Melhor de SP, premiação da Folha SP, elegeu a Z Deli como o melhor hamburger da cidade segundo o júri.

O jovem de 24 anos já cursou Rádio e TV e Desenho Industrial, mas nunca chegou a concluir. Largou a faculdade quando a vontade por cozinhar falou mais alto. Na época, trabalhava na rede francesa Le vin, onde ganhou experiência de campo, de como atender, cozinhar e tocar um negócio.

Inspirado na receita da avó, Raw recria o sanduíche de pastrami na Z Deli. Foto: Fernando Moraes.

Continuou mais seis anos na área da gastronomia. Mais tarde, sugeriu um empreendimento para a Rosa, sua avó, a dona do número 1386 da Rua Haddock Lobo. Transformar o antigo restaurante em hamburgueria. A inspiração da especialidade da casa veio do famoso sanduíche de pastrami, que a própria avó fazia, e muito cobiçado pelos clientes do antigo local.

Manhattan, o carro chefe da Z Deli Sanduíches. Foto: Ana Carolina Lembo e José Luiz Soares.

Hoje, regado ao som de reggae e, principalmente, de Bob Marley, é ele que encanta uma legião de seguidores dos amantes do hamburguer com pratos bem servidos e de dar água na boca. O Manhattan (R$ 26), o carro chefe do local, é preparado com uma carne bem macia e ao ponto exato e vem servido com queijo cheddar, tomate, picles e cebola roxa.

Serviço:

Z Deli Sanduíches
Horário de funcionamento: segundas, das 12 às 23h; de terça a quinta e domingo, das 12h às 24h e sexta e sábado, das 12h à 1h.
End.: R. Haddock Lobo, 1.386 – Cerqueira César – Oeste – São Paulo.
Tel.: (11) 3083-0021.

Hambúrgueres, as mais novas vítimas da “Gourmetização da Vida”

por Jéssica Portasio

Lanche do restaurante Baruk - Divulgação

Eu, Jéssica Portasio, 22 anos, jornalista e fã declarada de hambúrguer. Não escondo de ninguém que gosto muito mesmo do sanduíche. Quer me chamar para sair? Minha sugestão é cinema e hambúrguer. Quer só jantar? Conheço uma hamburgueria em Perdizes que é uma de-lí-cia. É por ser tão fã desse sanduíche feito de pãozinho redondo com carne de vaca moída e frita como almôndega chata que senti um grande incômodo ao ver a lista de lanches dos restaurantes participantes do SP Burger Fest, festival gastronômico que terminou no último domingo (24).

Lanche do restaurante Le Chef Rouge - Divulgação

Entre opções de lanches suculentos, com 200g ou mais de carne repousando sob queijo derretendo besuntado em maionese, vi algumas opções que poderiam ser chamadas de “hambúrguer gourmet”. Um exemplo era o lanche oferecido pelo restaurante Le Chef Rouge, chamado Burger Trois Sauce. Por R$ 42, você seria servido três mini-hambúrgueres com apenas uma fatia de pão, acompanhados cada um por um molho (mostarda, poivre e gruyère).

Outra opção que me chamou a atenção foi a do restaurante Brown Sugar, que por R$ 38 serviu o Hambúrguer Caçador: carne de picanha picada e temperada, mozarela de búfala, champignons salteados e chips de presunto Parma.

Ok, eu sei que a proposta do festival é justamente oferecer opções diferentes aos consumidores. Eu mesma gosto de experimentar receitas diversas, e uma das minhas favoritas, servida no Zé do Hambúrguer (a tal hamburgueria de Perdizes), leva doritos picado e maionese artesanal no preparo. Mas peraí, qual é a graça de se comer um hamburgão sem pão, usando garfo e faca? Uma das graças do hambúrguer é que ele é um lanche mais barato e mais prático de se comer do que um prato à la carte feito em um restaurante grã-fino.

Lanche do restaurante Brown Sugar - Divulgação

Essa chamada “gourmetização da vida” é uma verdadeira chatice. Vale olhar este tumblr e dar algumas risadas. Comidinhas que sempre estiveram em nosso cotidiano ganham formatos e ingredientes novos, e tanta revolução, tanto luxo, acaba sendo transmitido para o preço que se paga pelo o consumo. Você paga mais caro para comer mini-hambúrgueres do que pagaria para jantar um hambúrguer médio em um restaurante especializado, muitas vezes acompanhado de batatas fritas e milk-shake.

Vale a pena pagar tão caro em um lanche só por ele ser gourmet, feito com carne de gado japonês, foie gras, trufas e ervas? Na minha opinião, não. Agora dá licença que eu vou lá comer um hambúrguer ogro, grande e gorduroso de jantar.

Desafio do melhor Happy Hour de São Paulo

35 estabelecimentos foram desafiados a criar um combo de petisco e bebida por R$ 21,00 para participar da competição Petisca Sampa. Até 13 de novembro, bares, pubs e botecos, sobretudo do Centro e da Zona Sul (confira o mapa), oferecem diversas opções para seu Happy Hour.

Porção de Coxinha da Dadá e Caipirinha de Carambola com Alecrim do Z Carniceria. Foto: Divulgação

Além de experimentar o prato e a bebida oferecidos, você pode votar no que mais agradou seu paladar. As categorias que devem ser analisadas são “Apresentação do Combo”, “Sabor do Petisco”, “Harmonização de Bebida e Petisco”, “Atendimento” e “Ambiente”.

O Petisca Sampa terá também um Concurso Cultural que premiará a melhor foto do Instagram ou Twitter que tenha a legenda “#PetiscaSampa” com um iPad 4 da Apple.

Por Laura Camera e Mateus Maropo

Bares se inspiram em culturas estrangeiras para atrair clientela

Kebab de frango do restaurante Kebabel - Divulgação
Kebab de frango do restaurante Kebabel – Divulgação

São Paulo é uma das cidades mais diversificadas do planeta, e os bares paulistanos não poderiam ser diferentes. A cidade possui dezenas de locais que trazem um ambiente agradável e aquela sensação única das culturas estrangeiras.

Um exemplo é o bar Kebabel, que oferece o tradicional prato árabe kebab preparado à moda da cozinha libanesa. O local também serve sorvetes artesanais com sabores exóticos, como gengibre, rosa e canela e o mhalabie, um manjar à base de leite, aromatizado com água de flor de laranjeira, água de rosas e misk, servido com damasco e pistache moído.

Outra casa típica é o Bar do Alemão. O menu vem recheado com vários pratos da Alemanha, como o kassler (bisteca suína) na chapa, guarnecido de linguiça de vitela, salada de batatas alemã, chucrute, mix de salsichas e salsichão fatiado. Além de tudo isso, o cardápio conta com a tradicional sobremesa alemã: o Apfelstrudel, strudel de maçã, com passas e creme inglês.

Kassler prato típico alemão - Divulgação
Kassler, prato típico alemão – Divulgação

Quem deseja saborear boas receitas italianas em um ambiente moderno e sofisticado se sentirá à vontade no Tutto Italiano Bar & Cucina, nos Jardins. O diferencial do bar e restaurante é a grande variedade de drinks clássicos de origem italiana, como o Negroni Sbagliato, da região de Milão.

Funcionando no mesmo edifício do consulado britânico, o The Queen’s Head remete ao universo inglês, com decoração, música ambiente e até com uma bandeira do Reino Unido no palco para shows ao vivo. O cardápio tem chás, drinks e chopes vindos da terra da rainha, como o Old Speckled Hen, além do tradicional prato inglês “Fish and Chips”, peixe frito com batatas e molho tártaro.

Para entrar no clima português, o Taberna 474 oferece o melhor da culinária da orla lusitana. O bar oferece bolinhos de bacalhau, arroz de pato, polvo à moda, espetada de lula, além de 30 opções de cerveja e mais de 160 rótulos de vinhos.

Polvo à moda, prato do Taberna 474 - Divulgação
Polvo à moda, prato do Taberna 474 – Divulgação

Já o bar Gràcia apresenta o melhor da gastronomia espanhola, com destaque para a cultura catalã. Inspirado no bairro de Barcelona de mesmo nome, a cozinha oferece, além da receita típica das tapas, aperitivos espanhóis, xupitos e mais de 20 variações de sangrias.

Para entrar no ritmo caribenho, basta ir ao bar e restaurante Rey Castro, na Vila Olímpia. Inspirado na Havana dos anos 50, a casa embala o público com shows ao vivo de ritmos latinos, como salsa, merengue e música caribenha. Além da culinária cubana, outro diferencial é o Clube do Charuto, espaço exclusivo destinado à degustação de fumo.

Localizado nos Jardins, o pub O’Malley’s é uma ótima opção para quem quer sentir-se num pub irlandês. O O’Malley’s possui atendimento bilíngue, shows ao vivo, exibição de partidas esportivas, mesas de bilhar e também, é claro, pratos característicos do país, como a “chicken and mushroom pie”, torta de cogumelos e frango, acompanhada de batatas fritas e salada de alface e tomate.

Chicken & Mushroom Pie, do pub O'Malleys - Divulgação
Chicken & Mushroom Pie, do pub O’Malley’s – Divulgação

O bar e restaurante The Garden apresenta uma decoração japonesa bastante caprichada: decks ao ar livre, cercados de árvores frutíferas e lagos com carpas iluminados pelas típicas lâmpadas japonesas. O cardápio oferece petiscos, entradas e drinks inspirados na cozinha oriental.

A gastronomia mexicana não poderia ficar de fora da lista. O bar Don Pancho envolve o cliente no universo asteca, a começar pela decoração: paredes com cores vibrantes, sombreiros, maracás, cactos e artesanatos típicos da região. A cozinha serve tacos, sopa asteca, burritos, quesadillas, guacamole, entre outros, enquanto o ritmo dos mariachis flui através das caixas de som.

por Jéssica Portasio

Flores comestíveis embalam a primavera em São Paulo

Com a chegada da primavera, diversos restaurantes da capital paulista aproveitam a estação mais colorida e florida do ano e preparam pratos leves, ultracoloridos e cheios de flores, comestíveis, é claro.

Além de decorar o visual do prato, as flores são uma ótima pedida gastronômica. Nutritivas, elas possuem minerais, vitaminas e poucas calorias, devido à grande quantidade de água.

No restaurante japonês Koban, por exemplo, o cliente tem a chance de experimentar um temaki exclusivo, com a flor capuchinha, espécie nativa da América Central que possui um sabor picante.

Já no restaurante franco-italiano La Tambouille, no Itaim, o chef Augusto Piras costuma usar um mix de flores comestíveis em pratos como os medalhões de cavaquinha ao molho de framboesa, o magret de peito de pato ao vinho do porto ou o risoto de morango com camarões.

A chef Eliane Carvalho, também aposta na gastronomia florida. Por isso, não se espante se você for no Brie Restô, antigo Babette, nos Jardins, e encontrar pratos com rosinhas, amor-perfeito, calêndulas e capuchinhas.

Não só pratos salgados levam como acompanhamento as flores, mas também os doces. Na casa árabe Saj, da Vila Madalena, o Aitaf (R$ 7,80), leva pastel com nozes e nata com mel e flor de laranjeira.

As flores também invadem o cardápio das bebidas. O Pisco Flower, drink da Suri Ceviche Bar, é um aperitivo exclusivo, que mistura chá de violetas e rosas com frutas vermelhas.

Com decoração nova-iorquina, o MyNY serve o drink Fou Pour Vous, que leva gim, licor de flor de sabugueiro, suco de limão siciliano, licor francês Chartreuse e notas de damascena, uma rosa típica da Bulgária.

Quem deseja preparar refeições com as flores comestíveis em casa tem a disposição lojas virtuais, como a DRO Ervas e Flores, a Casa Santa Luzia, a Fazenda Maria e a Ervas Finas. A dica na hora de cozinhar é lavá-las com água fria, utilizar frescas e evitar agrotóxicos.

por Mateus Maropo

Jazz no almoço

Por Laura Camera

O antigo Bar B, bar de jazz localizado próximo ao metrô República, reabre como Jazz B após quase um ano de encerramento das atividades. O novo projeto é dos mesmos fundadores do JazznosFundos, espaço criado em Pinheiros para incentivar a relação do público paulistano com esse estilo de música de origem norte-americana, e tem uma decoração mais colorida e moderna do que a do antigo Bar B.

Além de oferecer muita música de qualidade, o Jazz B oferece um cardápio com inúmeras cervejas e chopp artesanal, e investe em novas idéias gastronômicas.

Como o bairro da República é repleto de escritórios comerciais, o espaço começou a oferecer refeições de segunda a sábado no horário do almoço. O cardápio varia diariamente, os ingredientes são escolhidos no mercado todos os dias bem cedo para que os pratos sejam oferecidos das 11h30 às 15h de segunda à sexta e das 13h às 16h aos sábados.

Risoto de camarão com pupunha. Foto: Danusa Sakai
Risoto de camarão com pupunha. Foto: Danusa Sakai

Por R$ 33,00 é possível almoçar uma opção de entrada, prato principal e sobremesa no Jazz B e sair de lá com vontade de voltar no dia seguinte. Há sempre duas opções de entrada e prato principal, geralmente uma vegetariana, e somente uma opção de sobremesa. O cardápio é atualizado de manhã no site e no Facebook do espaço e como forma de pagamento são aceitos todos os cartões de crédito e débito.

40ª Festa de San Gennaro comemora o centenário de santo padroeiro da Mooca

40ª festa de San Gennaro. Foto: Divulgação
40ª festa de San Gennaro. Foto: Divulgação

As ruas da Mooca ficarão ainda mais italianas a partir das 18h do dia 7 de setembro, quando começa a 40ª edição da Festa de San Gennaro. Em todos os fins de semana do mês será comemorado o centenário do padroeiro do bairro da região leste de São Paulo, embalado por músicas e muita comida típicas do país da bota.

O evento contará com 28 barracas, que servirão macarronada, pizza, fogazzas e doces típicos, entre outros pratos, tudo preparado pelas “Mamas” – um grupo de senhoras da comunidade. Para desfrutar das delícias da gastronomia napolitana dentro da área VIP será necessário pagar R$ 45 aos sábados e R$ 30 aos domingos. O valor inclui uma macarronada, dois pedaços de pizza e o antepasto. Na área externa não é preciso pagar ingresso.

Além das comemorações e festas aos finais de semana, a Festa de San Gennaro terá também uma programação religiosa durante a semana. Em 16, 17 e 18 de setembro, às 19h, acontece o Tríduo San Gennaro, uma série de missas com os temas infância, juventude e família. No dia 19, a missa celebrada por Dom Tarcisio Scaramussa, bispo da região Sé da Arquidiocese de São Paulo homenageará o Dia de San Gennaro, e em 20 de setembro será realizada a tradicional procissão pelas ruas do bairro.

40ª festa de San Gennaro. Foto: Divulgação
40ª festa de San Gennaro. Foto: Divulgação

Realizada desde 1973, a Festa de San Gennaro nasceu da ideia de oferecer uma ajuda financeira a projetos sociais do bairro da Mooca. Os lucros angariados com a festa são direcionados a obras sociais da Paróquia San Gennaro, como a creche Menino Jesus, que recebe diariamente 40 crianças de 2 a 4 anos, e a distribuição de cestas básicas a cerca de 100 famílias carentes.

Gennaro, ou Januário, nasceu na Itália no terceiro século, em local desconhecido ,acredita-se em Benevento ou em Nápoles. Ele se tornou padre de Benevento aos 15 anos, pastor de Nápoles aos 20 e santo e mártir nas igrejas católicas e ortodoxas após sua morte na Perseguição de Diocleciano.

Já o bairro da Mooca surgiu em agosto de 1556, onde na época habitavam comunidades indígenas nas proximidades do rio Tamanduateí. Acredita-se que inclusive até o nome é de origem indígena (moo=fazer e oca=casa), em referência as primeiras residências que eram ali erguidas no século XVI.

No entanto, hoje a comunidade é predominante composta de descendentes italianos, alguns até, que ainda mesclam a língua materna com o português, abriga o Memorial do Imigrante e cerca de cem pizzarias.

Serviço:
40ª festa de San Gennaro
Data: aos fins de semana, entre 07/09 e 06/10.
Horário: sábados, das 18h à 0h. Domingos, das 19h às 23h.
Local: Paróquia San Gennaro.
End.: Rua San Gennaro, s/nº – Mooca – zona Leste – São Paulo.
Preço: Grátis. Cantina: R$ 45 aos sábados e R$ 30 aos domingos.
Tel.: (11) 3209-0089/ (11) 3207-1049.
www.sangennaro.org.br

por Jéssica Portasio e Mateus Maropo

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