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Blog dos alunos de jornalismo da PUC-SP

Categoria

Literatura

Programa de Educação: Um Teto para meu País

Por Carolina de Castro Mendes, Verônica Lugarini e Marília Galvão

 

Hoje damos início a editoria de literatura, que será produzida pelas estudantes de jornalismo da PUC -SP Carolina Mendes, Verônica Lugarini e Marília Galvão. Nesse espaço pretendemos trazer histórias e dicas de literatura, sempre voltadas a ações desenvolvidas de forma gratuita na cidade de São Paulo.

Para abrir esse espaço, vamos contar um pouco das atividades culturais desenvolvidas pela Organização Não Governamental “Um Teto para meu País“, que atua em diversos países da América Latina.

teto

Foto: Amanda Cristina

O Teto, como é conhecido, nasceu como uma ideia de construção de casas de emergências e programas de habitação social. Mas logo notou que poderia fazer mais do que isso. E é assim que nasce o “Programa de Educação“, que tem como objetivo trabalhar a questão da leitura com crianças de 0 a 10 anos. As atividades começam sempre com uma leitura principal e depois desenvolvendo diversos tipos de atividades práticas que se relacionem ao livro.  As equipes de cada comunidade têm liberdade de criar novas atividades que se encaixarem nesse tema e podem contar com o apoio da equipe de educação para elaborar as atividades.

Atualmente o “Programa de Educação” está presente em sete comunidades em que o Teto já prestou algum trabalho, atendendo cerca de 150 crianças com idade entre quatro e dez anos. Os voluntários são na maioria das vezes universitários que já estavam antes envolvidos na construção das habitações de emergências.

A ideia é desenvolver o gosto pela leitura nas crianças atendidas, incentivando assim o empoderamento delas por meio da educação.

Para leitores e escritores natalinos

Natal chegando, e nossos espíritos vão entrando na dança dos sinos, sentindo o cheirinho de tantas delícias e os abraços quentes de quem vem de longe, e dos abraços de sempre também. E para os que fazem careta para esta data, vale lembrar que nós fazemos nosso Natal. Mesmo sob tanto consumismo, e com as muitas tristezas deste mundo em que vivemos, nós fazemos desta data um dia para alimentar frustrações ou um dia para recuperar o fôlego e alimentar nosso espírito com benevolência.

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Ganhar presentes não é crime, e dar é o maior propósito! Dar, doar, se todas as formas que conseguir, para tantos quanto trombar.

Para você se inspirar, encontramos um site super bacana! Lá você pode ler diversos contos natalinos. Desde os tradicionais, até os mais originais possíveis! O escritor pode ser você mesmo. Qualquer um pode enviar um texto, crônica, conto ou poema natalino e em 24h ele será publicado. Lá você também pode conferir lendas, receitas, canções, e ainda escrever uma carta para o Papai Noel.

Para enviar o texto, é só clicar aqui!

Por Luara Skrzek e Tatiana Montiel

Livros interessantes para crianças curiosas

As crianças passam por vários tipos de fases psicológicas ao longo de seu crescimento e sua formação: a aprendizagem através dos sentidos, o aprendizado do “engatinhar” e, posteriormente, do “andar”; a aprendizagem da fala e, mais para frente, da leitura.

O que podemos afirmar é que a curiosidade das crianças é forte e predominante em todas estas fases. A idade mais critica deste excesso de interesses está entre os 3 e os 5 anos, quando se inicia a famosa “fase dos porquês”. Tudo passa a ser questão de indagação: “por que a bola é redonda?”, “por que temos que tomar banho?”, “por que cai água do céu?”. Infinitas combinações de questões são elaboradas pelas mentes férteis e inocentes das crianças e, em muitas situações, os pais não encontram uma resposta fácil e cabível, e acabam entrando em “saias justas”.

Pensando nisso, diversos autores escreveram livros que tentam ajudar os dois lados: a sede de conhecimento das crianças e a falta de didática que acerca a maioria dos pais. Separamos alguns deles que englobam os mais diversos tipos de dúvidas, confira:

  1. O corpo humano
  2. Bichos arrepiantes
  3. Os dinossauros
  4. Os egípcios

Incentivos aos jovens escritores

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Vida de escritor não é fácil. Ser escritor no Brasil então, é ainda mais difícil. Mas isso não é motivo para você desanimar.

O sonho de todo escritor é sair dos blogs para as páginas de um bom livro impresso. E é claro, ter seu trabalho apreciado por muitos. Viver da literatura em nosso país está longe de ser uma realidade ao alcance dos tantos talentos que temos. No entanto, órgãos como a Secretaria de Cultura vem trazendo bons incentivos aos escritores, a começar pelo incentivo à leitura. Em Setembro deste ano, por exemplo, foi lançado o projeto “Quem lê abe por quê”. Neste programa, a intenção é formar bibliotecários e mediadores de leitura para incentivar o hábito de ler nas redes públicas e CEUs de São Paulo. Empresas privadas e ONGs também colaboram para expandirmos o público leitor no Brasil. O SESC possui um projeto de unidades móveis de bibliotecas instaladas em caminhões. O BiblioSesc percorre o território nacional nas periferias de 25 capitais.

E mais do que incentivar leitores, caminhamos aos poucos com incentivos para os escritores. A Secretaria da Cultura abre anualmente um edital para escritores iniciantes em várias categorias como prosa, poesia e ficção. Os escolhidos recebem apoio financeiro para conclusão da obra, diagramação, publicação e divulgação do livro.

Além disso, um projeto tramita na Câmara desde 2011. É o Programa de Apoio e Incentivo a Novos Escritores Brasileiros (Paineb). O Paineb visa incentivar novos talentos literários, de forma que consigam publicar e divulgar seus próprios trabalhos. Para isso, o escritor não poderá ter mais do que três obras publicadas, ter pelo menos um livro concluído e não publicado, possuir renda de até dois salários mínimos, entre outros requisitos. Os autores receberiam subsídios enquanto a obra estiver em conclusão, e todo o apoio necessário para a correção ortográfica, diagramação e publicação do livro.

Ficou empolgado com os incentivos? Saiba mais clicando aqui.

Luara Skrzek e Tatiana Montiel

Histórias imperdíveis: renomados livros de amor e terror

Uma boa história geralmente é aquela que nos prende, não é? Pois uma boa história de amor, ou de horror, é capaz de tirar o sono! São dois gêneros que, quando bem escritos, mexem dentro da gente e desbotam tudo ao nosso redor, mergulhamos de cabeça nestes universos tão diferentes. Então, para tirar seu fôlego, escolhemos dois dos melhores clássicos de todos os tempos.

Ah, e uma dica: leia à luz de um abajur, enrolado nas cobertas…

Os indispensáveis

De amor:

romeu e julieta

 Romeu e Julieta, de William Shakespeare

Não poderia ser outro. Romeu traz em palavras todas as facetas do amor. Texto impecável, que arranca os suspiros mais fundos. Se algum amor impossível já passou por sua vida, este é o livro. Se não, também. O Monttechio e a Cappuleto eternizaram algo atemporal, se é que isto é possível. Uma história do mais puro amor, uma entrega de dois, um ao outro. Um romance de ontem, de hoje e de sempre.

Leia um trecho que conta o momento em que Romeu encontra Julieta pela primeira vez:

“Quem é a moça que enfeita a mão daquele cavalheiro? (…) Ela é que ensina as tochas a brilhar, e no rosto da noite tem um ar de jóia rara em rosto de carvão. É riqueza demais pro mundo vão. Como entre os corvos pomba alva e bela, entre as amigas fica esta donzela. (…) Já amei antes? Não tenho certeza; pois nunca havia eu visto tal beleza.” (ATO I, CENA V)

Links para ler Romeu e Julieta online:

Romeu e Julieta – Português (Google Books)

Romeu e Julieta – Inglês (Domínio Público)

De terror:

dracula

Drácula, de Bram Stocker

Se puder, leia o original. Este sim, deve obrigatoriamente ser lido à noite, sozinho, para que se possa ouvir o silêncio estarrecedor que acompanha a história – silêncio mais envolvente do que qualquer trilha sonora. Ora ou outra você vai ouvir os uivos dos lobos, a caneta de Jonathan Harker ao escrever seu diário e a voz malignamente gentil do Conde Drácula.

Leia um trecho do livro original:

“O que vi me encheu de horror. Era o Conde mesmo, mas como se tivesse remoçado. Os cabelos e bigodes brancos tinham se tornado grisalhos, a pele mais clara e a boca ainda mais vermelha que sempre, nos lábios gotas de sangue fresco, que escorriam pelo queixo e pescoço. (…) tornei-me presa de um desejo furioso de livrar o mundo de tal monstro. Não havia armas à mão, mas agarrei uma pá, que os trabalhadores estavam usando para encher os caixões e desfechei-lhe uma pancada no rosto odiento. Mas, ao fazer isto, sua cabeça virou-se e seus olhos pareceram me fitar, com todo o seu brilho de basilisco.”

Links para ler Drácula online:

Drácula – Inglês (Google Books)

Drácula – Inglês (Domínio Público)

Por Luara Skrzek e Tatiana Montiel

É de pequeno que se lê

Que época melhor para apresentar o mundo literário a alguém do que a infância? Quando estamos mais abertos a tudo, a todas as viagens mais malucas e personagens mais fantásticos. Dar livros e contar histórias a uma criança é algo que a marcará por toda a vida, em vários aspectos. Quem não se lembra de um livro ou história, que seja, de infância? Eles ficam pra sempre guardados com carinho, e muitas vezes refletem nas atitudes que tomaremos frente às situações, pois estimulam a criatividade, a atenção, o envolvimento, a imaginação e introduzem a criança às lições sobre moral.

Por isso é fundamental saber escolher livros para elas. Escolher não só os melhores livros, mas os que mais as agradem. É importante que elas entendam que ler é prazeroso, e deve ser um hábito saudável!

Abaixo separei alguns autores e livros da minha infância, e que também fizeram – e fazem – a alegria de muitas outras crianças.

Píppi Meialonga

 

Da sueca Astrid Lindgren, esta série contém três livros: Píppi Meialonga, Píppi à Bordo e Píppi nos Mares do Sul. Uma menina em seus nove anos já mora sozinha junto com um macaco e um cavalo de estimação. Cheia de si e de sardas, esta ruivinha descabelada é a essência de toda criança: fantasiosa e inocente com ares de esperteza.

A Fada que Tinha Idéias

 A autora Fernanda Almeida deu vida à Luz Clarita, uma fadinha que gosta de criar suas próprias receitas mágicas, e arruma várias confusões. Uma história para meninos e meninas sonhadores. Texto e ilustrações leves, soltos e divertidos! Da mesma autora, indico MUITO o livro Soprinho – O segredo do bosque encantado. O livro é mais longo, aconselho para crianças com idade entre 8 e 11 anos. Ele consegue trazer sensibilidade ao universo infantil, é uma história para recordar por toda a vida.

O Fantástico Mistério de Feiurinha

Este livro é inseparável. Você começa a ler e não quer mais parar. E não tem idade: garante diversão a pais e filhos, porque é engraçado e bastante inusitado! O autor é Pedro Bandeira.

Falando em autores, recomendo três em especial: Ziraldo, Ruth Rocha e Eva Furnari. Em comum, eles têm o humor leve e caricato. Ziraldo tem aspectos mais poéticos. Ruth Rocha e Eva Furnari criam personagens únicos, em histórias mais curtas e engraçadas.

E não se esqueça: nunca se é velho demais para abrir novamente um livro infantil e deliciar-se com tanta infância!

Por Luara Skrzek e Tatiana Montiel

Sem desculpas para NÃO ler

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Apenas 25% dos brasileiros já entraram em alguma biblioteca na vida. Nossa média de leitura é de cerca de quatro livros por ano – só dois deles até o fim, segundo pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-livro.

Na grande São Paulo a acessibilidade aos livros é cada vez maior. As bibliotecas possuem um bom acervo e oferecem ambientes ideais para a leitura. Além disso, algumas iniciativas estão tornando as coisas cada vez mais fáceis!

É o caso da Parada do Livro. Para aqueles que não têm um minutinho do dia para ir a uma livraria ou biblioteca, este projeto é ideal. Uma variedade de livros vai ficar disponível em dez pontos de ônibus da capital. A primeira estante já foi instalada em um ponto da Vila Mariana. O projeto, criação de duas universitárias, conta com o bom senso dos paulistas na hora de devolver os livros no devido lugar, permitindo que a circulação cresça e continue!

E mais uma iniciativa para os apressados é a Bicicloteca. E funciona assim: sete bicicletas carregadas com vários livros vão passando pela cidade distribuindo livros, sem qualquer distinção. O importante é fazer a leitura acontecer. Atualmente eles já atingiram mais de 100 mil pessoas na cidade. Os motoboys ganharam atenção especial, e recentemente as biciclotecas passaram as entregar livros aos motoboys na região de Pinheiros.

Outra opção é a livraria gratuita Sebo Livre, uma iniciativa do portal de notícias da Vila Madalena, VilaMundo. Você pode encontrar os títulos pelo próprio site, e ir buscar, ou procurar lá mesmo. Não há limite de livros por pessoa, e doações são muito bem vindas. O endereço é R. Padre João Gonçalves, 152, Vila Madalena, São Paulo.

Por Luara Skrzek e Tatiana Montiel

Palavras materializadas

Caixa Preta é uma nova editora especializada em livros-objeto feitos através da parceria entre escritores e artistas visuais, com o intuito de confundir e misturar os limites entre a literatura e as artes visuais, permitindo o surgimento de novos modos de expressão.

As palavras abstratas são incorporadas e saem do papel para se tornarem objetos físicos, de modo a sensibilizar o texto e ressaltar os mais diversos sentidos dele. Com isso, o leitor sai do lugar-comum e pode ficar mais próximo do enredo da história, interagir com ela e experimentar novas formas de desfrutar da leitura. Um exemplo dessas histórias materializadas é o cubo-poema da artista visual Patricia Chmielewski, que permite a brincadeira com o poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade.

cubo poético

QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

O livro-objeto imita o cubo mágico – o famoso quebra-cabeça tridimensional com seis faces coloridas – com palavras em cada peça, ao invés de cores. O cubo-poema, ao contrário do cubo mágico, não procura reunir em cada lado as peças corretas, mas sim gerar diversos sentidos para o mesmo poema. No cubo-poema, podemos mudar o sentido da história de Drummond: ao mexermos em suas peças, podemos fazer com que João ame Maria, ao invés de Teresa, Raimundo ame Lili ao invés de Maria, e outras diversas combinações que o objeto nos permite. Os livros-objetos sintetizam a maneira mais inusitada e divertida de “entrar” no enredo e aprofundar-se na história, uma forma nova de apreciar a literatura.

O lançamento da editora Caixa Preta acontecerá no dia 5 de setembro de 2013, no Rio de Janeiro. Para saber mais, veja o evento criado no Facebook.

Por Tatiana Montiel Munhoz e Luara Skrzek

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