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Blog dos alunos de jornalismo da PUC-SP

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Música

Red Bull Station traz rap e poesia para o centro de SP

Por Octávio Bezerra do Nascimento

No último sábado, 27/08, aconteceu na Red Bull Station, com entrada gratuita, mais uma edição da batalha de MC’s da Sófálá.

O evento que foi realizado das 16 até as 20 horas contou com discotecagem do DJ Murillo, apresentação do grupo de b-boys Side by Side Crew, pocket shows das rappers Barbara Bivolt e Souto MC e a já tradicional batalha do conhecimento, onde o público sugeria temas para o duelo entre os MC’s, que tinham 30 segundos cada para rimar sobre o assunto e tentar impressionar a plateia.

O espaço conta com 3 andares, o primeiro com uma lanchonete com algumas cervejas artesanais e outras de marcas conhecidas, salgados e sucos, no segundo andar fica o auditório onde aconteceram os shows e a batalha e o terraço que conta com algumas mesas e tem uma bela vista do centro da cidade, o que atraía até mesmo alguns curiosos que subiam só pra tirar algumas fotos.

O projeto Sófálá acontece todo último sábado do mês, sendo nos meses pares realizadas as batalhas de MC’s e nos meses ímpares acontecem os slams, que são encontros de poesia falada, no evento foram distribuídos para as pessoas cd’s do slam do último mês. O primeiro e o segundo colocado da batalha Cauã MC e Gio MC ,respectivamente,  ganharam a chance de gravar uma música cada no Red Bull Studios de São Paulo.

Armazém da Cidade reúne tribos com jazz e diversas opções

Por Octávio Bezerra do Nascimento

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Na tarde do sábado, 13/08,  o espaço Armazém da Cidade realizou o evento “Tributo a Frank Sinatra e Jazz na rua” que reuniu jovens, adultos com crianças e cachorros, idosos e até alguns estrangeiros curiosos.
O Armazém costuma organizar eventos de jazz com entrada gratuita em seu espaço e em parceria com outros negócios que montam quiosques dentro do local, que realmente lembra um armazém, realizam durante os shows feiras gastronômicas, degustações de vinho e diversos outros eventos.

No sábado o evento contou com um pouco de tudo, como venda de cervejas de marca e artesanais, um quiosque de vinho, stands de roupas e até joias e a comida para todos os gostos, passando pela comida mexicana, feijoada, pizza e crepes. Na parte musical tiveram duas ótimas atrações: primeiro a dupla Leo Costa e Amina Mezzache no violão e flauta respectivamente. E foi justamente essa flauta envolvente que atraiu a atenção não só do público do armazém, mas de quem passava na rua. A dupla tocou clássicos de Tom Jobim, Hermeto Pascoal, além de algumas lindas canções autorais. A casa disponibiliza cadeiras de praia para as pessoas curtirem a vontade o show, além de contar com uma mesa de ping pong.
O segundo show, realizado na parte interna do espaço, foi o de David Kerr e Canastra Trio, que reviveram clássicos da cultura popular norte americana do século 20, como Chat Baker, Tony Bennett, Nat King Cole e claro Frank Sinatra. David Kerr faz jus a sua fama na noite do jazz paulistano, com sua voz suave e acompanhado de seu trompete em algumas canções ele realmente fazia o clima do local. O vocal era acompanhado pela ótima banda, formada por Rodrigo Braga no piano, Gustavo Sato no contra-baixo e Edu Nali na bateria.

Diferente de todo o resto

Por Antonio Prado

Crédito: divulgação
Crédito: divulgação

Witchcraft é mais uma banda de altíssimo nível da Suécia (o melhor lugar pra conhecer rock hoje, como dá pra perceber). Fundada nos anos 2000 pelo guitarrista e vocalista Magnus Pelander, o primeiro EP do grupo, homônimo e lançado em 2004, foi gravado em um porão com instrumentos velhos, o que deu uma sonoridade absolutamente setentista às gravações.

Witchcraft é um grupo particular. O som distingue-se de praticamente tudo. Apesar de ser possível perceber algumas influências da banda, como Pentagram e Black Sabbath, a cada álbum lançado o som dos caras ficou mais único. O último, Legend (2012), é uma obra prima, extremamente bem trabalhado.

Cada música é detalhadíssima, os solos de fundo, os arranjos de guitarra, o baixo, a as viradas cronometradas de bateria, acompanhados do vocal inconfundível do Magnus, lançam o grupo uma categoria que poucas bandas pertencem. Eu arriscaria dizer que Magnus é um dos melhores guitarristas da história.

Em várias passagens, há um que de progressivo, arranjos harmônicos em violão, mesclados com riffs pesados de doom metal. Em questão de originalidade e inovação, a banda na minha opinião só é comparável, atualmente, à compatriota Graveyard. Vale cada segundo da atenção.

De volta ao berço – Cherry Choke

Por Antonio Prado

Crédito: divulgação
Crédito: divulgação

Voltando ao berço do rock, a Inglaterra, nos deparamos com o power trio Cherry Choke, nascido em 2007. A qualidade do som é alta, apesar de ser menos original que outros grupos contemporâneos.

Misturando The Who e Status Quo, o grupo faz músicas incríveis, mas não inova. Apesar disso, não da pra desvalorizar o trabalho dos caras. O som é tipicamente britânico, e as influências são bem claras. Conta com um excelente vocalista, os solos de guitarra, baixo e bateria são precisos e incrivelmente bem feitos, mas pode soar um pouco cansativa, por vezes, dependendo do gosto pessoal de cada um.

Vale conferir o Segundo álbum da banda, A night in the arms of Venus, lançado em 2011.

Surpresa canadense – Blood Cerimony

Por Antonio Prado

Crédito: divulgação
Crédito: divulgação

Mostrando que o vocal feminino está em alta, e que o renascimento do rock experimental e de qualidade não se restringe à Europa, o Blood Cerimony é uma banda de hard-rock/doom-metal/stoner/progressivo canadense, que lançou seu primeiro álbum em 2008.

A vocalista Alia O’Brien distingue-se por sua voz forte, mas também por tocar flauta transversal com maestria. Os arranjos e os solos lembram Jethro Tull, mas outras influências são perceptíveis, como Black Sabbath e Uriah Heep. Apesar de tudo, o grupo tem um som autêntico, e um disco melhor que o outro.

O melhor álbum, em minha opinião, foi lançado em 2013, e chama-se The Eldritch Dark. Apesar do nome, que pode até parecer de uma banda de death metal, o som de Blood Cerimony é harmônico, bem construído, cheio de detalhes, rememorando a essência do som que era produzido nas décadas de 60/70.

Ressureição clássica na Dinamarca

Por Antonio Prado

 

Crédito: divulgação
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Mais um ovo de ouro dos países nórdicos, mas desta vez da dinamarca, o Fuzz Manta é talvez a banda com os melhores músicos – em técnica – dos dias de hoje. Se fosse famosa, o grupo certamente seria colocado entre os maiores da história, o som não deixa nada a desejar pra nenhuma banda clássica.

A mescla entre o antigo e o atual é perfeita. Algumas músicas heavy metal, outras blues, outras tudo ao mesmo tempo. Assim como o Greenleaf, se apresenta em botecos (os quais eu queria ir beber).

Nascida em 2006, cada solo é melhor que o outro. O primeiro álbum, On The Edge, lançado em 2007, não tem uma passagem minimamente mais ou menos em nenhuma música. E essa tendência se repete até o último álbum lançado até o momento, Stonewolf, de 2013. Na real, a cada álbum a banda evolui. No último, a mistura do blues, do stoner, e do progressivo atinge um nível de excelência, com epopeias musicais de 23 minutos em que cada um vale mais que o outro, a exemplo do som homônimo que você pode ouvir aqui.

Assim como Blues Pills, o vocal feminino é marcante, mas a pegada é completamente diferente. Faixas como The Killer merecem aplausos.

O grunge/stoner grego de Nightstalker

Por Antonio Prado

crédito: divulgação
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Nightstalker é uma banda interessante. Formado na Grécia, o grupo nasceu como uma banda grunge, com o lançamento do EP “Side FX” em 1994, mas aperfeiçoou-se a cada álbum e hoje tem uma sonoridade completamente única. Não tem invenções, o som parece até simples, mas pelo contrário, é um peso incrivelmente bem construído.

Apesar das mudanças na formação, dois integrantes permaneceram ao longo de sua história: o vocalista e baterista Argy, e Andreas Lagios, o baixista. Com eles, a essência se manteve. As linhas de baixo são fenomenais. Diferente de outras bandas, a impressão que se tem é que a composição das músicas parte destes dois músicos.

As letras de Argy e a forma como coloca a voz na música são inconfundíveis. Apesar de não ser um vocalista virtuoso, como Robert Plant e seus gritos, é um frontman sensacional.

Talvez a melhor música, Stain, passa em detalhes o sentimento de acordar depois de quatro dias de recaída zoando na augusta, sentindo vontade de morrer, entendendo que há marcas dentro de você que nunca vão sumir. Sentimento este que só um ex-cheirador já experimentou.

O Grupo permanece vivo até hoje, tendo lançado seu último álbum, Dead Rock Commandos, em 2014.  Vale conferir.

O Hard-rock psicodélico do Greenleaf

Por Antonio Prado

Crédito: divulgação
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Mais uma puta banda da Suécia, o Greenleaf é certamente um dos 10 melhores grupos da atualidade. O vocal alterna entre o hard-rock é o progressivo de forma completamente diferente de tudo que já ouvi.

O guitarrista Tommi Holappa é um gênio, cada riff é brilhante, e os solos deixam praticamente qualquer guitarrista que não tenha feito sucesso em 1970 com inveja. É muito som pra atualidade, distinta de qualquer banda que esteja no cenário comercial. A bateria é repleta de viradas dignas do Keith Moon (guardadas as devidas proporções). O Baixo, na mesma linha, é genial.

White Stripes, que é uma boa banda, e considerada uma das melhores da atualidade, não chega nem aos pés dos caras do Greenleaf. O mais engraçado é que apesar da monstruosidade musical, a banda só se apresenta em pequenos festivais e botecos.

O primeiro álbum, homônimo, e o segundo, Revolution Rock, lembram o começo da carreira da banda Kiss, mas incrivelmente melhor que qualquer coisa que o Paul Stanley já sonhou em fazer.

Atualmente a banda já se definiu e tem um estilo único, que pode ser conferido no álbum Trails & Passes, lançado em 2014.

Insustentável leveza – Blues Pills

Por Antonio Prado

crédito: divulgação
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Formada em 2011, a banda sueca Blues Pills surpreende pela intensidade carregada em cada música. O álbum de estreia, homônimo, foi lançado apenas em 2014, e é um alívio para quem sentia falta da sonoridade do rock dos anos 60/70.

Misturando Jimi Hendrix, Pink Floyd e Janis Joplin, o som da banda é inovador e clássico ao mesmo tempo, dialética essa que marca cada faixa do grupo. A vocalista Elin Larsson tem controle absoluto da voz e brinca com a melodia. Todo o som é detalhado com pequenos solos e arranjos psicodélicos ao fundo.

Além da beleza de faixas como Little Sun, River e No Hope Left For Me, cuja cadência conquista qualquer um, a banda mostra que também sabe fazer barulho em músicas como Astralplane e Devil Man.

Os solos são pontuais, perfeitos. Não tem fritação, cada nota é certeira. A harmonia entre os músicos é coisa rara de se achar. Vale conferir o primeiro álbum, e aguardar ansiosamente o segundo.

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