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Blog dos alunos de jornalismo da PUC-SP

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TV

Assistir TV ou computador?

Por Fernanda Faria

Streaming
No último dia 3, a Globo lançou sua nova plataforma digital de vídeos, a Globo Play. Ou seja, a maior emissora de TV do país percebeu que a internet é o caminho para manter-se na disputa pela atenção do espectador. Em época de Netflix, Popcorn Time (fora do ar, por enquanto), Hulu, Youtube – e tantos outros –, tentar fisgar o público apenas pela TV não é mais suficiente.

Para quem pensava que o consumidor não pagaria para assistir filmes e séries em casa, alguns desses serviços, mencionados acima, provaram o contrário. A praticidade de ter grandes produções audiovisuais ao alcance de poucos cliques e, principalmente, para o consumo em qualquer momento, fez da internet a escolha número um para boa parte das pessoas.

Segundo dados da Ericsson*, os brasileiros têm gastado, em média, 5 horas diárias consumindo conteúdo em serviços de streaming – como Netflix. O mesmo estudo aponta que 66% dos consumidores desses serviços não consegue encontrar conteúdo satisfatório na TV (mesmo por assinatura).

Não acredito que a escolha pelo conteúdo via streaming seja apenas por uma questão de falta de conteúdo na TV. Há também o fator facilidade, afinal, o consumidor passa boa parte do dia conectado. Seja checando as redes sociais, fazendo pesquisas ou lendo notícias, é navegando na internet que esse novo consumidor pode ser encontrado.

Se o conteúdo da TV não é satisfatório e na internet, onde passo boa parte dos dias, posso encontrar o tipo de conteúdo que me agrada, por que ligarei minha televisão? Serão os aparelhos de TV usados no futuro apenas para aplicativos (Netflix, Youtube – no caso das smart TV), para plugar um cabo HDMI ou sincronizar o conteúdo do computador via wi-fi?

As emissoras de TV terão que repensar seus conteúdos e a forma como os veicula se quiserem competir com os serviços de streaming. O Globo Play parece-me ser apenas o início dessa mudança. O que mais virá por aí?

*Fonte: IP News

Personagens escalados para morrer (que não morreram)

Por Fernanda Faria

*Este texto pode conter spoilers leves.

Personagens-Series

Diferente dos filmes, nas séries, normalmente, poucas coisas são definidas no início da produção. Por depender da audiência – e também da verba de patrocínios e publicidade – o futuro dessas produções pode ser incerto. Sendo assim, algumas decisões são tomadas ao longo do processo de produção, de acordo com as necessidades. Essas decisões afetam, também, a vida dos atores!

Há casos de atores que são escalados para os papeis com data de corte prevista e, em alguns desses casos, a causa é a morte do personagem. Mas vamos supor que o personagem vire queridinho do público. Como faz neste caso? Muda-se o plano! É o caso destes quatro atores abaixo, que tiveram seus personagens salvos da morte.

Jesse Pinkman (Aaron Paul) – Breaking Bad

pinkman

Era para Pinkman ter morrido no nono episódio da primeira temporada da série. Bom, pelo menos era esse o plano do criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, até perceber o absurdo talento de Aaron Paul. Diante desse fato – somado ao carinho do público pelo personagem –, pudemos ouvir Aaron falando o yo bitch até o final.

Nicholas Brody (Damian Lewis) – Homeland

brody

Damian foi salvo pelo coração. Quer dizer, seu personagem foi. Graças ao romance entre Brody e Carrie (Claire Danes), o perturbado militar não morreu no final da primeira temporada – como havia sido previsto.

Jack Shephard (Matthew Fox) – Lost

jack

Era para o personagem de Matthew Fox ter morrido no episódio piloto de Lost. No entanto, o sucesso foi tanto que Jack acabou se tornando o líder do grupo e assim permaneceu até o final da série.

Carol Hathaway (Julianna Margulies) – ER

Carol

Antes de ser a advogada Alicia Florrick (The Good Wife), Julianna Margulies deu vida à enfermeira Carol, em ER (Plantão Médico, no Brasil). Quem aí lembra da série? ER é, até hoje, a melhor série médica, na minha opinião. A produção contava com atores excelentes. Dentre eles, a razão pela qual a personagem de Julianna não morreu: George Clooney. O romance entre Carol e o médico Doug conquistou o público e levou os atores ao estrelato.

Dá para imaginar as séries sem esses personagens?

Comic Con Experience – São Paulo

por Fernanda Faria

CCXP
De 3 a 6 de dezembro acontece em São Paulo a tão esperada Comic Con Experience – a convenção para os apaixonados por cultura pop. Quadrinhos, games, cinema e, claro, séries de TV são celebrados nesses intensos 4 dias de evento.

Além dos cosplayers, expositores e da multidão de fãs, estarão por lá algumas personalidades bem aguardadas. A atriz, e agora escritora, Evangeline Lilly (eterna Kate, de Lost) estará 3 dias – de quinta a sábado – no evento lançando o livro infantil Os Molambolengos, publicado pela Editora Aleph. A atriz ficará num estande próprio autografando os exemplares dos fãs.

A CCXP também contará com a presença da atriz Krysten Ritter (Apartment 23) que estrela a super aguardada nova série do Netflix, Jessica Jones, com estreia marcada para o dia 20 de novembro (falamos aqui).

Além dessas atrizes, também estarão por lá John Rhys-Davies, Misha Collins, Anna Popplewell e os artistas (HQ) Frank Miller, David Finch e Mauricio de Sousa.

Para saber sobre todos os convidados e credenciais, acesse o site do evento!

CCXP
3 a 6 de dezembro
São Paulo Expo
Rod. dos Imigrantes, Km 1,5 – Água Funda, São Paulo
Antigo Centro de Exposições Imigrantes.

Estreias do mês: séries para todos os públicos

por Fernanda Faria

Capa

Da fall season, novembro talvez seja o mês com menos estreias. No entanto, temos Jessica Jones – uma das mais esperadas da temporada (ou do ano). Confira a lista abaixo!

No dia 7 estreou Master of None, uma produção Netflix inspirada na autobiografia do comediante Aziz Ansari. A série conta a história de Dev, um ator nova-iorquino que não consegue decidir nada em sua vida. São 10 episódios já disponíveis no serviço de streaming.

Ontem, dia 8, foi ao ar o primeiro episódio de Agent X  estrelada pela poderosa Sharon Stone – seguindo a tendência atual de atores da telona migrando para a telinha. Stone interpreta a protagonista Natalie Maccabee, a vice-presidente dos Estados Unidos. A série gira em torno da descoberta de Natalie sobre a existência de um agente secreto criado para proteger o país em momentos de crise. John Case (Jeff Hephner) dá vida ao Agent X nesta trama política.

Into the Badlands  – Segunda, 16
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Produzida pelo premiado canal AMC (Breaking Bad e The Walking Dead), Into the Badlands é sobre um guerreiro e um jovem numa jornada por conhecimento numa terra de senhores feudais.

Chicago Med – Terça, 17
chicago med
Série que completa a tríade de Chicago – unindo-se a Chicago Fire e Chicago PD. Mais um drama médico, contará as histórias da emergência mais disputada de Chicago. No elenco está Colin Donnell (Tommy Merlyn, de Arrow) como o Dr. Connor Rhodes. Serão 13 episódios na temporada de estreia.

Jessica Jones – Sexta, 20

Jessica Jones

Mais uma criação Marvel indo para as telinhas (via Netflix). Jessica Jones é uma super-heroína aposentada que dá continuidade à carreira tornando-se uma detetive particular. O piloto foi exibido na New York Comic Con deste ano e foi um sucesso – deixando os fãs do mundo todo ainda mais ansiosos pela estreia oficial.

E você, está ansioso por alguma das estreias?

Clube de Conversa: ficção e dicas de relacionamento

por Fernanda Faria

Clube de Conversa

Diante de uma situação difícil, você já se pegou perguntando o que aquele personagem ficcional faria? Ficou deprê por estar fazendo aniversário e se lembrou dos surtos da Rachel (Friends) por ficar mais velha? Brigou com o namorado e foi correndo para as amigas esperando que alguma fizesse a Samantha (Sex and the City) e arrumasse aquela balada perfeita para esquecer a dor de cotovelo? Quem assiste muitas séries de tv acaba encontrando referências a elas no seu dia-a-dia, sempre há algo de nossas vidas que podemos identificar na ficção e vice e versa. Mas será que dá para aprender com a ficção? A idealizadora do canal Clube de Conversa, Sofia Mancio, acredita que sim.

O canal do Youtube é o trabalho de conclusão de curso de Sofia – que estuda Comunicação e Multimeios na PUC-SP – e explora esta relação entre as situações ficcionais e os problemas do cotidiano, sempre de forma divertida e descontraída. A ideia surgiu da união de duas coisas: das conversas da estudante com as amigas que, sempre que podem, reúnem-se para falar de relacionamentos e de sua crença de que sempre é possível aprender algo com a ficção; “muitas vezes nossos personagens favoritos passam por situações que refletem o que passamos em nossas próprias vidas ou muito provavelmente iremos passar um dia”, afirma.

A ficção serve também para informar, conscientizar e discutir sobre questões importantes, levando-as ao cidadão comum. É o caso, por exemplo, da série Sense8 produzida pelo Netflix e que Sofia cita em seu mais recente vídeo do Clube de Conversa. A série apresenta pessoas de diferentes lugares, crenças e orientação sexual: a diversidade reina soberana. Há, por exemplo, relacionamento gay e um casal de meninas em que uma é transgênero. Segundo a youtuber, “o Netflix está aí mostrando que é possível mostrar de maneira muito humana e sincera esses relacionamentos”.

Sofia já falou também de relacionamentos abertos, citando House of Cards (vídeo abaixo); de como é possível dar a entender ao outro que você está interessado, com referências de Game of Thrones e muito mais – que você precisará visitar seu canal para descobrir.

Quanto ao futuro do Clube de Conversa, ela espera ter uma base de fãs que curta seu trabalho e com quem possa interagir e “melhorar cada vez mais a qualidade dos vídeos e ter reconhecimento por esse trabalho”.

Veja abaixo o vídeo desta semana e não deixe de passar em seu canal!

Série Humans estreia no Brasil

Humans - AMC
por Fernanda Faria

Boa notícia para os assinantes SKY. Estreou ontem, dia 04 de outubro, pelo canal AMC Brasil a badalada série Humans. Trata-se de uma ficção científica ambientada num universo paralelo onde humanos convivem com robôs – na série chamados de Synth.

A primeira temporada nos apresenta aos Hawkins, família que adquire a Synth Anita. Apesar de todos os Synths serem humanoides, Anita vai além e apresenta também comportamentos bastante humanos – o que gera tensão com a matriarca da família. A série não foca somente na história dos Hawkins, mas também aborda as questões éticas que devem ser discutidas quando se fala em inteligência artificial.

Humans, baseada na série sueca Real Humans e escrita pelos britânicos Sam Vincent e Joanthan Brackley, é sucesso de críticas e audiência tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos.

Confira o trailer:

Humans já foi renovada para uma segunda temporada. O canal AMC (67 ou 267 da SKY) passa a série aos domingos, às 21h. Vale cada minuto!

Futebol americano em casa

Por Matheus Zucchetto

Começou na última quinta-feira a temporada 2015/16 da NFL. Com toda a expectativa criada em torno da liga e de seus jogos vem uma pergunta, como assistir as partidas?

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Apesar de não ser possível acompanhar os jogos da NFL de graça – e de maneira legal – existem algumas opções para aqueles que não podem, ou não querem, assinar os pacotes mais caros da TV paga. A primeira, e mais barata, é através da nossa querida internet. O canal Esporte Interativo, que substitui a Band Sports nas transmissões neste ano, possui seus próprios pacotes para streaming da NFL. O EI Plus, um destes canais online, custa R$ 14,90 por mês e, por ele, o assinante pode acompanhar todos os jogos que vão ao ar na versão de TV paga do Esporte Interativo.

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Peyton Manning também lamenta. Para ver a NFL no Brasil, só gastando.

Essa opção – citada acima – é a melhor para curtir a NFL pelo Esporte Interativo. Apesar disso, o canal também pode ser assistido por quem usa antena parabólica, por assinantes de algumas TVs pagas, como a GVT TV, ou, se tiver sorte, pelos moradores de algumas regiões que contam com canais abertos que retransmitem o sinal do EI. Para saber se você é um destes sortudos, acesse o link.

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Everaldo Marques e Paulo Antunes. Os principais nomes da ESPN quando o assunto é NFL. Foto: ESPN.com.br

Mesmo com o EI aparecendo como opção mais barata, a maioria dos fãs acompanha os jogos pela ESPN. Grande responsável pela explosão em popularidade do esporte, o canal – que pertence à Disney – continua sendo o que mais atrai a audiência no país. Como falei em alguns posts atrás, foram mais de 500 mil pessoas  – no Brasil – acompanhando o último Super Bowl. Porém, existe um lado ruim, o financeiro. Para ter acesso aos canais ESPN, só assinando pacotes (caros!) das grandes empresas de TV fechada. O canal também conta com programação online através do Watch ESPN, mas você precisa ser assinante de algum desses pacotes de TV a cabo.

Na próxima semana, outras alternativas para quem não quer gastar tanto, ou para aqueles que preferem assistir os jogos com a galera, os bares! Não deixe de acompanhar os jogos, leia os blogs e busque sempre a melhor opção para curtir a NFL.


Nesta quinta-feira, tanto EI, quanto ESPN, mostram Denver Broncos X Kansas City Chiefs, jogo que conta com a presença do brasileiro Cairo Santos – dos Chiefs. A transmissão começa às 21h no EI, e quinze minutos depois na ESPN. A programação completa dos canais se encontram no site do EI e da ESPN.

Workshop de roteiro para séries de TV

Workshop TSS

por Fernanda Faria

Todo, ou quase todo, viciado em série sonha em transformar o vício em trabalho. Quem nunca pensou em escrever roteiros, ser produtor, dirigir ou até mesmo estrelar uma série de TV?

A notícia ruim é que, infelizmente, ainda temos poucas escolas de formação e especialização nesta área específica no Brasil, principalmente se a escolha for por roteiro.

A notícia boa é que nem tudo está perdido para quem sonha em ser roteirista, mas não está satisfeito com as ofertas nacionais – e ainda não tem condições de buscar um curso fora do país.

Acontece em novembro, em São Paulo, o workshop Taking Series Seriously, que será realizado pelo showrunner e autor do livro “Escrevendo o piloto”, William Rabkin. Trata-se de um laboratório de imersão de 40 horas, ao longo de uma semana, em que todo o trabalho será feito numa simulação da sala dos roteiristas (writer’s room). Ou seja, o participante aprenderá na prática não só a escrever uma série para a TV, mas irá compreender tudo que envolve este universo – desde a práxis até os obstáculos enfrentados no dia-a-dia de uma produção.

É uma excelente oportunidade de conhecer melhor a área, unindo teoria e prática!

Rabkin já escreveu episódios para diversas séries americanas, como The Glades, Psych, Monk e Baywatch (SOS Malibu).

Para participar é preciso ser fluente em inglês (leitura, escrita e conversação).

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Quando: de 26 a 30 de novembro, das 9h às 19h

Onde: Espaco T&D Paulista Alameda Santos, 1283 2º andar – Jardins, São Paulo, SP.

Quanto: R$2.999

Mais informações, acesse o site: TSS LAB|SHOWRUNNER PROGRAM

Andando por aí

por Fernanda Faria

Nem só de assistir episódios vivem os viciados em séries. Qualquer atividade que envolva algum tipo de interação entre consumidor e a obra é bem vinda. Basta dar uma olhada em qualquer feira aos moldes da Comic Con (mais popular conferência geek do mundo) para se ter uma ideia de como divertem-se os fãs.

Para uma disciplina de Hipermídia, do curso de Comunicação e Multimeios, desenvolvemos um perfil para o Instagram abordando essa temática. A partir da página, conhecemos outros perfis semelhantes e pudemos ver que quando se trata de interação com cultura pop, não há limite para a criatividade.

O perfil chama-se Walking Around SP, e nele são compartilhadas fotos de Funkos (bonecos de vinil) de Walking Dead passeando por São Paulo. A proposta era, utilizando o universo da série, criar algo diferente que incorporasse a cidade.

Confira a galeria com algumas fotos do perfil Walking Around SP e outras de temática similar (clique nas fotos para ampliar).

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Todos brincando de adicionar mais cor às cidades cinzas.

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